"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


14 de agosto de 2017

Sobre subestimar

Tem gente que nem sente quando deita...
Tem gente que te corta sorrindo...
Tem gente que se desculpa e "foda-se você"
Tem gente que acha que o mundo real não existe...
Pois meu amô, ele existe e a ira de Márgara é despertada aqui fora...
Um peito que arfa uma ferida exposta...
Mentiras são o fim, mentiras são a ira queimando os olhos chamuscando...

Cruzar com Márgara e sua ira é tipo ser atropelado por um bi-trem...

O samba-balanço da menina tem tendência suicida mas ama abraços cautelosos - os verídicos por favor -

O consumo

Consumista inadequada, dedicada a aromas raros, alfaiataria, nuances que não estão na paleta, folhas de fibra de bambu, roupas de cama maravilhosas, grafite 0.2, bolsas de couro, ouro, prata...

O marcante aquilo que é trecho certo dela....

Sofreu melhoras mas está de-ses-pe-ra-da em Coco Mademoiselle da Chanel...

A vida é assim: você sai da mania mas aos poucos ela começa a acontecer novamente.

"Sempre é dia de ironia no meu coração"

13 de agosto de 2017

Feridas e indefinição

A ferida não combina com pessoas como ela...
Ela ouve de um tudo e a interpretação sucumbe mundos...
Ela deveria ter cuidado ao atravessar ruas mas confia que os carros não ousariam atropelar alguém como ela...
Ela sabe que os trinta está chegando e que a vida vai doer mais e mais...
Ela vive de chá, crepioca, omelete e alface (a ferida do estômago não vai cicatrizar nunca)

Tentando se perder ela se achou, porém continuo tentando se perder na falha de tentativa de não ser essa...

Tem feridas que a gente vive cutucando e não cicatriza nunca; é tipo aquela música que a gente ama e nunca lembra o nome...

12 de agosto de 2017

O que acontece?

Pós cirúrgico é chato...
Praticamente ninguém sabe respeitar este momento... Aliás as pessoas nem se respeitam, "cadequê" vão pensar que se intrometer e ser sobe e desce na vida dos outros é incômodo?!

As vezes eu não queria ser propensa a ter tanto amor e ódio ao mesmo tempo...
Pareço o Titanic afundando...

Odeio ficar sensível...
Meu eu sensível enxerga a realidade e peita o mundo...
Odeio gente fraca, odeio porquê era fraca e hoje me gosto muito mais...

Acordo faço a cama e vou, ser forte não é fácil e não te torna imune a fraqueza, mas saber que você é capaz de matar seus monstros, atravessar ruas e sobreviver ao que chamam de realidade é "divertido" de mais...

Amanhã é domingo tem missa nas catedrais...

11 de agosto de 2017

Sobre um jeans

O jeans do ensino médio era um tormento...
Ele não era azul mas eu tinha que fazer o moço da portaria acreditar que era...
Ele machucava no "meio das pernas"...
Ele rasgava no "meio das pernas"...

O jeans do ensino médio não comportava minhas coxas que era alma de mais pra tamanho preconceito que recebia...

O jeans do ensino médio (que acreditava ser azul mas era verde) odiava comportar aquele corpo...

Aquele tal jeans deixou de existir há pouco tempo...
Mas ainda havia coxa demais pra uma alma de  "ressaca"...

A parte boa é que ressaca passa e vem o dia seguinte...

Sobre sentir raiva

Não sou de sentir raiva...
Sou mais propensa a afetividade e toda magia que envolve este meigo mundo...
Mas acordei com raiva...
Se crio dimensões paralelas sou responsável por elas...
Não dá pra sentir hoje, dês-sentir amanhã é voltar pra Nárnia...
A vida é isso que acontece enquanto estamos dispersos no que achamos que somos e de fato nunca seremos...
A vida nos surra com as duas mãos e nem por isso desistimos, corremos ou vivemos o matrix...

E não, não é complicado... Complicado é o que é irreversível, tipo despertar a raiva de Márgara num pós operatório...

Lais padeceu uns 6 meses dissemos prateleira, estamos bem!

10 de agosto de 2017

A crise da plástica

As vezes altas doses de morfina não te apagam...

As vezes codeína te faz entrar em um estado cognitivo que ai meu pai!

As vezes um conjunto acha que está jogando, quando no suposto jogo não existe campeão...

As vezes (muitas vezes) vocês vão correr de lados opostos da rua pra descobrir que  vocês são parte do todo: o todo um do outro...

As vezes tudo que você quer é uma gordurinha a mais no bumbum!

7 de agosto de 2017

A crise do agora vai

A gente não vê mas todo dia tanta coisa na vida gente vai...

De sentimentos profundos a noites vazias se embriagando ao som de funk...
A dor desritmante a desritmia crônica herdada da mãe...

As vezes duvido muito da minha sanidade, ela samba-balança de mais...
Eu na minha condição de pessoa me perco no que já foi no que é real ou não...

Li um e-mail antigo, era 2016...
Será que é estranho a essa altura eu me perguntar se pintei um monstro que não existiu?
E os monstros de 2017?


Tem muita louça suja na minha pia...

6 de agosto de 2017

A subida

Um dia você vai estar parado no semáforo fechado (em uma subida) alguém vai esbarrar na sua traseira, esse alguém vai correr tão rápido, desviar os outros veículos... Quando você se der conta vai estar em uma perseguição perigosíssima, em alta velocidade... Daí você escolhe: vale a pena?
Não... Afinal quem faz isso não deve ser muito equilibrado, ou estar sóbrio...

Mas o gostinho da adrenalina daqueles 5 minutos de perseguição vai acelerar seu coração sempre que você topar com um veículo da mesma cor ou semelhante...

A subida nunca mais será a mesma...

Sobre ser "badernada"

Badernada poderia ser significado de Márgara...

Um alguém tão profundo...
Um balanço perfeito...
Um estalo, um estouro...

Ser Márgara é perder-se...
Talvez nunca se encontrar...

Ser Márgara é ousar...
É ir, voltar, talvez ficar...

Ser Márgara é ter histórias pra contar...
É rodopiar numa noite, é tomar vinho verde...

Ser Márgara é amar...
É o encaixe perfeito das palavras que não são, do que não é, do que foi, do que vai...

Ser Márgara é amar o incerto duvidando que ele seja certo...

Ser Márgara é desconfiar confiando
Acreditar amando...

Ser Márgara é ter objetivos, correr maratonas...

Sabe aqueles quadros que você vê e leva muito tempo pra entender, pois é, é ela: a tal da Márgara...

Não é tarde de mais pra um café...

5 de agosto de 2017

Sobre ser torta

Em determinada altura da vida uma placa de contra mão, horário pra dormir, placas de proibição e sinais de negação só mostravam que a idade lhe trouxera mais tortidão...

Torta era, torta ficava, ia, vinha sem porquês continuava...

Tão torta que nem sua cabeça levantava, um belo dia sua coluna estalou, ereta ficou e de cabeça erguida então andou...

Andou, andou...
Não menos diferente afinal as dores são sempre recorrentes, cá estava (perdida, ereta) na contra mão da estrada...