"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


14 de agosto de 2012

A quem interessar possa


“Muito me admira quem acha que sabe de tudo, felizmente eu vivi para não saber...”

Quem é capaz de reunir mais de trinta pessoas em uma terça a noite?

Não havia etílicos, tabaco ou droga qualquer...
Vieram, convidados e não convidados, porque amigos são...
Pessoas que prezam e compreendem o sentimento alheio com toda simplicidade do mundo...
Vieram seres de amor e paz
Trouxeram conforto e um pouco de amparo que nesse momento nosso coração se esqueceu como é.
Há 14 dias o céu ganhou mais uma estrelinha que hoje cintila radiante e iluminada...
E são nesse décimo quarto dia que minha avó Maria – falecida em 2005 – comemoraria suas oitenta e quatro primaveras entre seus entes queridos, netos, bisnetos e filhos maravilhosos...
Hoje eu agradeço muito emocionada a essas pessoas que em toda a correria dos tempos modernos e em plena terça feira dedicou um pouco de atenção a minha família que nesse momento carece de cuidado.
Talvez agora eu entenda ainda mais os motivos da minha mãe e compreenda o real significado de AMIZADE.

Doar-se 

9 de agosto de 2012

Sem quê...




Eu gosto de ser assim.
Ele atesta que eu não faço mais porque não tem mais sentido/justificativa, ou desculpa alguma se quer...
Segundo ele não serei tão mais inocente e impune sobre dano qualquer...
Mas eu fui? 
Eu tive culpa?
Acho que tão antes quanto agora os pesares martelaram meus dedos e cortaram minha alma...
Estertorar isso foi só uma coisa normal - para mim normal - para os demais, confuso indelicado , atravessado, incompreensível ...

Então eu sou de uma doçura que não sabe ser mel?
Estou tão confusa quanto sóbria, tentando encher minha cabeça cansar meu corpo e dormir tranqüila à noite...
Talvez funcione talvez eu me atropele sem sair ferida, talvez eu saia ilesa...

8 de agosto de 2012

31/07/2012 Parte 2


Nossa vida é feita de ciclos, e foi nessa ciclagem que eu possivelmente me perdi...”

Continuação 31/07/12

                Na parte da tarde fomos eu e minha mãe visitar o meu tio, até então eu nunca havia estado em uma UTI, o estado dele era grave, eram muitos os aparelhos que dedicavam um pouquinho de vida aquele homem...
Ele estava sedado e eu muito emocionada, acaricie seus cabelos conversei com ele, chamei pelo seu nome, coisas que eu gostaria e deveria ter feito com a minha avó, mas que os rompantes e pesadelos não me permitiram...
Foi bom estar lá ele queria que eu estivesse lá, e eu estive sua vontade foi feita, ele estava com uma expressão tão serena e de paz no rosto, estava bonito, sim, bem bonito em meio aquela aparelhagem que lhe remetiam vida ele estava em toda doçura que um homem pode demonstrar e naquela imensidão eu olhava emocionada, confusa querendo entender o que cada aparelhinho daquele fazia.
Eu já tinha entendido que ele não voltaria mais, provavelmente porque não quisesse, porque era vontade divina, eu só sabia e aceitei assim como minha mãe – mulher forte que vivenciara essa cena da UTI várias vezes – ela sempre soube das coisas, DEUS deu esse dom a ela, assim como a força e a sabedoria que eu tanto admiro, saímos dali ambas chorosas com o pesar do médico que disse que meu tio caminhava para o óbito, mesmo sabendo de todo o sofrimento é difícil encarar a morte, é difícil saber que não vai mais ver aquela pessoa de olhos abertos e sorrindo ou te abraçando, carinhoso como ele era.
Saímos dali e eu que não sou muito de igreja quis estar em uma e como era terça dia de novenas na Matriz de campinas, fomos para lá eu e minha mãe, eu quis me confessar e o padre foi um fofo comigo eu entendo a confissão como uma troca e não acho difícil ou doloroso, tem coisas que só Deus e seus pastores conseguem enxergar, minha mãe fez o mesmo, terminadas as confissões fomos assistir a novena e foi tão lindo saber que meu tio foi enviado ao céu junto com nossas orações, saímos de lá por volta das 17h30min na volta para casa eu me sentia mais leve, mais amparada, deci no supermercado e quando voltei para o carro minha mãe me disse filha eu preciso que seja forte, ligaram do hospital pediram que dois familiares fossem até lá, de pronto eu quis ir, nós já sabíamos o que era afinal não era a primeira vez que isso ocorria... Então buscamos meu primo, minha mãe me deixou em casa e apesar de já sabermos precisávamos da confirmação do hospital, por volta das 19h00min a confirmação veio junto a um telefonema da minha mãe, ela já havia me instruído e pedido para fazer as malas, iríamos encarar em torno de 6 horas de estrada pois a nossa família não é daqui e então lá fui eu como fiz em 2005 quando minha avó faleceu, avisar parentes, fazer malas, ter todo um cuidado e então partir, sair de Goiânia as 2 horas da madrugada e fazer uma viagem muito rápida, as 6:30 já estávamos no nosso destino e eu me lembrando de que fiz esse trajeto outras 2 vezes, nessa  mesma condição...
Chegando lá a família reunida aguardava, eu cheguei não reconheci aquela casa, ela tinha portões verdes e de grade, a casa havia sido reformada, assim como a casa de minha avó que hoje abriga sua filha mais nova, aquele lugar para mim onde passei bons momentos da infância era um lugar totalmente desconhecido, entrei abracei minhas tias, meus tios e todos com aquele semblante característico de quando o mundo perde um pouquinho de sentido...
Foi um velório bonito, os parentes e conhecidos da família ali estiveram para se despedir...
Nesse meio tempo eu soube que antes de ir pra o hospital meu tio tivera um sonho, onde ele saia de branco do hospital, fiquei meio confusa porque na família da minha mãe têm disso, todos os que vão falecer de uma forma ou de outra recebem um “comunicado” eu não fiquei com o medo, mas com uma imagem do meu tio saindo lindamente do hospital assim vestido de branco e flutuando possivelmente junto ao espírito santo...


Continua...