"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


24 de maio de 2012

Algum tempo atrás




Quando eu tinha lá meus 17 anos, no auge de meus rompantes, conheci o primo de um amigo meu, um cara vivido, motoqueiro que usava trança no cabelo, em um passeio pelo parque eu em mais um dos meus dilemas melodramáticos em quanto conversávamos estava a observar as garotas exibindo seus belos corpos magros, o fato é que nessa época eu não sabia ouvir e ele de cara se deu conta disso então resolveu me perguntar o que tanto eu observava que não conseguia prestar atenção na conversa, então eu mostrei pra ele “as tais garotas bonitas” e disse como me sentia a respeito, ele como homem inteligente e gentil virou pra mim e perguntou, se você fosse como elas estaria conversando com um cara como eu?! Ele não me deixou pensar logo respondeu, não, você não teria a personalidade forte que tem, não seria “cabeça” e jamais estragaria sua roupa sentada na grama com um cara sem futuro como eu! Posso afirmar que todas essas e algumas outras palavras - desse moço - permaneceram na minha cabeça por um bom tempo. Talvez ele tenha razão, as vezes me pego pensando se seria quem eu sou hoje se tivesse crescido moldada nesse padrão estético tão explorado, eu gosto de ser como sou, não tenho roupas bonitas me visto pra mim, um bom corte de cabelo me satisfaz e um batom vermelho me deixa no céu, não sou uma pessoa simples mas não preciso de coisas  carerrimas pra estar no meu melhor, minhas músicas velhas são minhas e ponto, ser feliz, bom, isso parece utopia mas estamos vivendo então não custa tentar!

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