"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


27 de outubro de 2010

Alívio


Um dia qualquer
Um espaço qualquer

Já não objetivo mais...

Um amor qualquer
Um alguém qualquer...

Sorrisos não esboço mais

Um desenho qualquer
Um nome qualquer

Palavras já não tem tamanho siguinificado

Um toque qualquer
Uma alucinação qualquer

Comprimidos já não fazem mais efeito

Um quadrado qualquer
Uma cor qualquer

Já não sei mais brincar de colorir

Um amigo qualquer
Uma mentira qualquer

Desejos não tem sentido
cores desbotam facilmente
vestidos sobem com o vento
cabelos balançam tão desrritidados

Estou -novamente/exaustivamente- cansada!
Quero um viver além do morrer, além do levantar todos os dias, de inventar sorrisos contagiantes...

Quero? Eis a questão

Não existe explicação...

Vento e chuva... Isso sim propicia alívio...
Tudo que tão logo espero sentir!

Um comentário:

  1. eu tava entrando em abstnência já!!
    sentir demais nos deixa anestesiados... acabamos não sentindo, ou nos sentindo acabados.
    mas, um dia qualquer, ou qualquer dia desses vamos lá, onde todo mundo pinta bolas coloridas, têm amigos floridos e não explica nada porque as explicações vêm nas caixas dos cereais.
    NÃO PARE.

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