"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


31 de agosto de 2010

Balanço-razão



Sem tom ou volume correto....
Pontilhada e desprevenida
Entregue (?) aos pedaços....

Dedilho a mim mesma
vasculho restos
mecho no entulho -pausa-
Ainda há esperança?
Tentativas frustradas...
Dores -doces- mortes compactadas

Que tom é esse?
Que vontade é essa?
O querer e o não e querer?!

Como pode os dois em uma mesma sintonia flutuar?

Flores colombianas, amarelas de preferência por favor!
Tragam os mais deliciosos aromas e a brisa fresca que emaranha os cabelos pela manha...

Vem cá, dá a mão, vamos viajar!
Sólidos, profundos, concretos e certos de nos mesmos...
Vamos?
Pode se permitir?
Podemos?
Vem aqui?!
Também tenho medo, e ainda sorrio...
Sorriso bobo amarelado.
Me abraça?!

Eu fiz a confusão sozinha...
Mas dela não posso sair, não assim...
Tá escuro lá fora, tão escuro...
Podemos nos ajudar?
Você pode?
Qual a sua capacidade de se doar?
De se doar sem se perder?
De se sentir como eu sinto:
Em dor, apego, afeição
Assim: BEIRANDO A LOUCURA
Sim, em um repente!
Sentindo todo o vazio e culpa, amando o nulo que tanto me corta o medo que tanto me faz perder...
Preciso de silencio, mais silencio que palavras...
Preciso que o não permitir alheio não me ataque assim com tamanha força...
Nesse ponto sou fraca, mas não oca

De boas intenções o inferno esta cheio
De egoísmo também!

Ah! Esse lirismo comedido

Eu e meu amor pelo desconhecido...
pela dor dos outros que em muito me acrescenta e em tudo me abala...

Concluso-direção: Sem pontos ou nós...
Suposto-conclusão: Perdida nas coisas do coração....

28 de agosto de 2010

Vontade de não ser, e, mesmo assim, continuar sendo.


Confuso-confusão
Fácil-ilusão!
Difícil-conclusão...


Vontade de não ser, e, mesmo assim, continuar sendo.

27 de agosto de 2010

Que seja amor, mas...


Frágil!
Assim: em sentido literal!
Extremista!
Assim: em sentido unilateral!
Carente!
Assim: em sentidos e verdades latentes...

Tudo começou...

Parecia brincadeira boba e gostosa -daquelas sabe?
De tão boba virou: doce paixão saborosa...

Mas -me digam porque é que inventaram um mas?

Pra mim, apenas pra mim na minha visão parcial das coisas aconteceu pra mim...

É o que aparenta ser
estou machucada de todas as formas imagináveis
eu não sabia que bonecas de porcelana sentiam tamanha dor e medo da solidão
hoje posso dizer que sinto e que de novo tenho sintomas fortíssimos

Como capim cidreira corta né?
Como aquele abraço foi tão bom?
E aquele sorriso e as palavras?
E agora?
Meu braço ferido
Minha alma que não quer ficar quieta
Meu corpo que não sabe mais como é a distância
E meu eu?
Tão perdido no espaço nessa limitação que é o celular desligado...
As pessoas não deveriam ter esse direito
Maltratar não é direito
Ferir outro alguém não é certo
Ferir outro alguém tão transtornado e louco como eu muito menos
e o que faço agora
já que nem lágrimas esboço mais,
já que nem meus pés o chão tocam mais?
Sem razão ou fé?
Estou louca?
Cortes e mais cortes
isso
isso
Morte
sumir
fugir
Matar-me-ar!


Obs.: Matar-me-ar, nesse contexto quer espressar algo como reinventar!


25 de agosto de 2010

Afiados

Estou exausta!
Tapete humano de mim mesma...
Tracejo errado....
Nesse -esse- vai e vem!
É o que faço, a máxima atingida?!
Pergunta e respota se unificam...

Em quanto isso meus;
medos,
vontades
e
labilidade emocional
se amplificam

Fios de navalha a dançar
Facas a fio afiados e eu...
Em sentimentos desnivelados a me desmantelar...
Em desvaire torto a não me amar...
A me abandonar

22 de agosto de 2010

Frágil lamentação


Lamentar-me-ei nos próximos dias, se assim nesse jogo de traição permanecer...

Eu: distante dele
Ele: -o outro- tão próximo de mim
Eu: carente de mim mesma, isenta de discernimento...
Não sei, carência ou paixão? Por qual?

Isso é real!

Esse joguinho é tão delicio-traiçoeiro tão, tão?

Ahhhhh

Sim, uma mescla de tudo que nunca fui e tudo que quis ser...
Tudo que quero experimentar e tenho medo de manusear...
Tudo em minhas mãos...
e de repente um pedaço de papel vai ao chão
Tão sozinha, tão sozinha...
é sempre assim que esse jogo termina!

10 de agosto de 2010

Nada bem

Não quero falar
Nem de leve opinar...

Lutando contra meus próprios pensamentos
Vontade de não ser e continuar sendo....
Nada bem, nada bem, nada bem, definitivamente nada vai bem!

9 de agosto de 2010

Nem tão bem


Eu gosto de papel...
Rimas do céu
Poderia assim, uma casa toda espelhada construir
Sonhos de vento, sabor de mel!

Nada bem, nada bem, nada bem, infelizmente nada vai bem!


5 de agosto de 2010

Esperança comprimida


Pequenina e amarelada
Não estou -eu agora- com vontade alguma de:
sabonete,
água,
condicionador,
hidratante,
desodorante
brilho intensificante...

Vaziaaaa

O mesmo de sempre...
O mesmo e o não sempre

Com vozes não interpretáveis que roubam cenas
Vozes essas confusas perdidas na imensidão de meus pensamentos
Vozes difusas não conclusas...

Meu eu?
Não eu?
Não, eu?
Não! Eu.

É, pois é!

Dosagens absurdas de mim mesma, partes mal interpretadas, mal trajadas, nada despojadas de outro eu que continuam resultando em mim mesma...

Tento fugir dessa, traço rotas de fugas
Mas como fugir de si(?)!
Como não ser você?
Não quero outra morte pontilhada ou mais dores laminadas

Cansei...

Quero dormir e não acordar, não quero mais ouvir sinos a badalar!

3 de agosto de 2010

Leve-impressionar

Ela quer se embonecar,
penteia-se
perfuma-se...
Ao menos assim parece que cresceu né?
Afinal cigarro também é coisa de gente grande

Sem eira nem beira na extensão do eixo

Ela é só uma criança perdida, avoada, desapercebida
Gosto quando de roda brincam comigo
Gosto quando as coisas simples dessa vida fazem mais sentido...
Hoje, agora,
Confesso que não poderia, mas me sinto leve e colorida por dentro, com vontades bestas, bem bestas mesmo daquelas que se revive com amigos de infância!

Se eu pudesse eu voaria

Dá um medinho quando assim fico
Quando esse sorriso deixa de ser esboço e passa a ser: Um sorriso, uma lágrima no paraíso...

Não estou cansada hoje, estou, tão cheia de algo inexplicável e com vontade de melhorar que minha escrita já não e mais a mesma, tão adocicada!

Me lembro dá ultima vez que assim fiquei...

Perto ele estava, estava antes, antes de tudo acontecer e antes de tudo se perder, antes deu me perder, antes de cacos amenos e vazios eu me transformar, eu não lembro bem como tudo isso começou mas começou: em insanidade cotidiana e e adolescência complicada...

E como tudo "inexplicado-não-termina" o fino afinar sobre minha pele veio patinar, os meus desejos veio mascarar
Minhas vontades louco-alucinar!

1 de agosto de 2010

Livre fingir




Dividas, dividas!

É o que eu tenho nesse momento além de dor e vontade de sumir...
Esse não é um texto bonitinho onde a angustia vem disfarçada e a morte temperada a noz moscada!
Estou realmente chateada comigo, com minha família e com o prejuízo causado pelo maldito consumismo.
Consumismo esse que é fonte pequena
Mas fonte de algum prazer, meio de suprir algo que não entendo bem...
Eu nunca havia -até então- escrito aqui me derramando toda, mas agora escrevo, porque não tem sentido pra mim existir dessa forma...
Parece e pode ser um drama ridículo mas à partir do momento que não tem saída e meu entendimento se faz nulo...

Ridicularizarei...

Eu estou frágil, carente, fui privada das coisas as quais me divertiam...
Me anulam de uma forma tão dolorida
Sem saídas,
sem cartões,
daqui a pouco não terei nem celular...
nesse ritmo é sério, bem sério!

Não queria que essas coisas acontecessem, minha cabeça está confusa, ontem fiz coisas das quais não deveria ter feito e talvez prejudique um pouco mais meu tratamento!

Tratamento de merda, borrado de sangue e rabiscado de azul!

Azul é a cor da sala onde passo mais tempo...
Tempo esse que tentam ocupar, eles querem me observar o tempo todo e atarde quase toda a tarde a euforia vem: louca e desesperada...
Mas logo é controlada as 14:00 horas pra ser mais precisa, mais um comprimido mais uma forma barata de opressão!

Me sinto reprimida mas isso -pelo visto- passa longe da percepção, aqui e lá.
Me sinto bem quando estou eu e minha mãe, meu irmão -mais novo- que se acha o tal -e talvez seja- me trata como um lixo, me trata como realmente eu venho sendo né?
Meu pai, a meu pai eu sofro por nossa relação...
Acho que até então nunca havia me exposto de tal forma...

E eu?

Sempre fui a filha torta, a filha endividada, a filha que furtava os pais a filha que dava trabalho no colégio, a filha que aos 15 anos foi internada e que não lembrava bem de como era tudo isso...
Mas agora, meio que sem querer eu sou obrigada a lembrar e reviver a mesma internação, a mesma privação...

Paredes amarelas, televisão, pátio legal (não gosto de ficar no apartamento) um quarto pra três, duas mais normais que eu...
Pense,
eu paciente de risco, observada analisada e depois "amiga" das enfermeiras...
Foi assim por 12 dias até o médico decidir que eu não precisava estar ali nessa frequência e me mandar pro hospital dia -onde estou até hoje-

Ontem fui escrever uma redação pra uma vaga de estágio e o tema era MINHAS FÉRIAS eu me senti tão mal por não conseguir, não tinha condições não tive férias...
Faz um mês que estou assim:
Interna,
na troca de remédio toda semana,
secando o cabelo dia sim dia não,
recebendo elogio de gente pirada,
tentando me esconder atrás da minha vaidade,
dos meus esmaltes coloridos...

Mas minha família acha que eu estou é ficando bem...
São ocupados de mais pra ter qualquer percepção sobre isso...
Eu queria que eles tivessem acesso a essa minha escrita torta, a esse meu desabafo,
Só preciso ter cuidado pra não ser privada de mais nada...
Para não ter medo o suficiente pra me privar de mim mesma,
dos meus desejos, vontades...

Durante esse período vou tentar nesse livre fingir melhorar, nesse leve anular não me matar!


Obs.: Peço desculpas pelo texto confuso e sem nexo e agradeço quem teve disposição para ler!