"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


24 de junho de 2010

Dela

Ontem por ai encontrei uma imagem alegre, fiquei triste porque não era o meu reflexo...
Há tempos não sei o que é o descansar tranquilo!
Hoje acordei cheia dor; dor as quais provoquei, dor as quais aceitei!
Mas não me sinto suja ou enojada, estou leve, acordei com vontade de sair pela porta e assim fiz: levantei e fui e o céu estava lindo e minha adorável árvore toda iluminada se enchendo de vida, ah como me fez bem sair, ir ali! Eu não sabia o tanto que me faria bem, ainda que minha cabeça doa e faça frio lá fora esta alegre, lá fora os passáros cantam, as folhas caem o barulho da agua é continuo...
Lá fora, talvez longe e vaga não seja a esperança de vida, mas a esperança fria e fina de um dia poder estar lá: andar, cantarolar, pintar, brincar...
E sim se realizar, talvez um amar pra completar ou um jogar pra anestesiar...
Ela tem o céu a terra e o azul, ela tem duas mãos e o balançar dos cabelos, ela esta triste, mais uma vez confusa e com vontade meio alaranjada...
Ela vai lá em cima, bem no alto, vê sua árvore dançando ao sabor do vento...

Ela tem vontade de se lançar, lançar queimar matar...
Sua mente é voraz e engole tudo que ela justifica precisar...
Por fim está só: ela, ela mesma e outra dela e mais uma delas!

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