"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


29 de junho de 2010

Mato, morro!

Vou me matar por 24 horas seguidas: matar, morrer, matar, morrer, nesse ordem, lembrando que terei de estar viva no próximo dia que seguirá.
Não sei o que acontece mas sei que piorou em dosagem absurda!
Eu não estou bem ela não está, ela dança tonta sobre fios de seda, sobre pontas finas de navalha...
Ela deslumbra
Ela desbanca
não sabe como está e não tem mais noção de como é viver por fora de tudo isso...
Ela não quer...
A outra está um pouco tonta por conta das mortes comprimidas que ingeriu há pouco...
A outra e ela nunca foram tão amigas, mas ela sente por ela grande estima e se identifica profundamente com toda dor que se passa...
A soma das duas não quer ir além, e ela...
Ela envolta em medo se dissolve-balança
Em menos de 2 horas estarão mortas e já outras...

27 de junho de 2010

Manias

Mais novas e adquiridas:
Organização, sabonete liquido, GA.MA ITALY infrared, schepps citrus, nescafé, bucopan PLUS, mentos power gum menta forte, sombra lilás somada à azul, óleo de buriti, queijo chedar, esmalte colorido, água engarrafada, chinelinho de dedo colorido, saltinhos, desodorante de adolescente, música velha, bebida com limão, pó solto, jogar o cabelo, decotinho, twitter, perfume único, limpeza de pele, olhar no espelho, esconder dinheiro, escrever bilhetinho, iogurte de menino, ouvir a voz da pessoa quando leio algo escrita pela mesma, indiferença!

Sou fútil?
Nem me importo nada disso não me faz feliz...

Cores, aromas e sabores só são provocantes quando somados à sua essência!

26 de junho de 2010

Sem maiores comentários!

Essa música esta roubando meus pensamentos desde o dia 2 de junho e agora, agora?
RSRSRSRS

Posso falar?

Eu estou confusa e meia, as coisas coisada e nada "entendíveis " estão ocorrendo com frequência assustadora!
Não é pra tanto? Não mesmo, mas é assim que sinto: turbilhão de emoções sentimentos, e até culpa... É difícil não fico isento disso, quero sair ilesa poxa!

Não quero pensar,
não quero outro querer mesmo querendo não querendo
te querendo me perdendo não te entendendo não absorvendo...

Não quero, quero? Inverte, vira, se joga? Rá! Essa menininha aqui não é boa com isso

Concluso-confusão: Irritada o suficiente, surtadinha, enxaqueca e sinusite atuando junto, vontade bestas que surgem do nada, já sabem né? É pois é.

24 de junho de 2010

Dela

Ontem por ai encontrei uma imagem alegre, fiquei triste porque não era o meu reflexo...
Há tempos não sei o que é o descansar tranquilo!
Hoje acordei cheia dor; dor as quais provoquei, dor as quais aceitei!
Mas não me sinto suja ou enojada, estou leve, acordei com vontade de sair pela porta e assim fiz: levantei e fui e o céu estava lindo e minha adorável árvore toda iluminada se enchendo de vida, ah como me fez bem sair, ir ali! Eu não sabia o tanto que me faria bem, ainda que minha cabeça doa e faça frio lá fora esta alegre, lá fora os passáros cantam, as folhas caem o barulho da agua é continuo...
Lá fora, talvez longe e vaga não seja a esperança de vida, mas a esperança fria e fina de um dia poder estar lá: andar, cantarolar, pintar, brincar...
E sim se realizar, talvez um amar pra completar ou um jogar pra anestesiar...
Ela tem o céu a terra e o azul, ela tem duas mãos e o balançar dos cabelos, ela esta triste, mais uma vez confusa e com vontade meio alaranjada...
Ela vai lá em cima, bem no alto, vê sua árvore dançando ao sabor do vento...

Ela tem vontade de se lançar, lançar queimar matar...
Sua mente é voraz e engole tudo que ela justifica precisar...
Por fim está só: ela, ela mesma e outra dela e mais uma delas!

23 de junho de 2010

Cotidiano


Não a normalidade e a chatice de um dia comum...
Mas o cotidiano que era divertido e prazeroso, esse sim!
Prazer doce avermelhado, talvez planejado...
mas não inventado.

Era o dia após o outro, após o primeiro encontro...
A sala fria, a mesa áspera, o sorriso tímido...
E assim percorria longa a primeira semana com medo de tudo, sem entendimento de nada...

Ah, como o corredor era longo eu podia sentir os olhares...

Tinha vergonha, sentia frio naquela sala, não sabia bem o que fazer ou qual delas ser...

Então fui, uma delas de primeira:
a inteligente,
esperta,
de passos precisos,
de voz sedutora
de organização infalível...

Funcionou bem nos primeiros meses, mas logo a outra precisou aparecer, ela quis gritar, estava enojada da situação -essa que até então era comum- pois ela gritou e se descabelou, ficava perto de mais 4 o dia todo: 4 falastrões, 1 machista falso, fingido, mentiroso, mal, verdadeiramente cruel -eu afirmo e tenho como provar- o outro era um simples homem, educado de natureza, fino em suas vestes, cuidadoso com suas coisas, amável em sua vida, a outra muito simpática porem um pouco desiludida e complexada com a vida, tinha problemas amorosos e uma filha distante... e por ultimo uma pessoa que muito me encantou, muito me ensinou e me ajudou de uma forma que nunca serei capaz de descrever...

Mas ela em toda sua fúria não aguentava mais aquelas vozes, aquelas cores...
Ela queria sumir, a vontade era de deixar um bilhete rabiscado:
Precisei ir, fui!

Coragem para tal ela nunca teve e fazia pior se trancava no banheiro em meio aquele turbilhão lá fora, se trancava e tinha a fina e avermelhada companhia de uma "amiga"...

A se ela tivesse sido qualquer uma delas das cinco ou das seis, não dá pra compreender mais, se ela tivesse sido, talvez estivesse lá, talvez tivesse um cotidiano comum, mas a dor seria menor, ela tem de fato saudade porque se divertia, tinha amigos e seus pequenos surtos eram controlados...

Agora ela tem dia atordoados, não se define... É todas elas a todo tempo!

Se perde,
confunde,
mescla,
gira,
corta,
inventa,
para,
volta,
vai,
corre,
tenta,
desaponta,
atropela,
ignora,
falha,
foge,
arranca...
E não é, não é nada, nenhuma!

Ela se perdeu nos braços das outras, simples quando aceitou aquela dor laminada, quando se prestou a esse papel e a essa ilusão...

Ela não está bem, só não esta pior!
Está possivelmente embriagada, descabelada e de mãos atadas...
Nula e avermelhada!

18 de junho de 2010

20 minutos


20 minutos, foi o que ele pediu, foi o tempo que ele se dedicou...
20 minutos e a canseira de laminações...
20 minutos disse ele
20 minutos pra você
20 minutos de bênçãos
20 minutos de angustia e mente inquieta...
Mais inquieta que de costume, mais dolorida que antes...
Vozes do mal que incomodam, que brincam com meu eu...
Que não se calam que ficam nesse ir e vir descontente
estou exausta, machucada e sem nexo algum...
Acredito estar perdendo o senso de realidade
e não sinto medo...
Poucas coisas me chocam
E palavras essas já não fazem mais sentido!

13 de junho de 2010

24 horas


Confusa em desejos, limitada em palavras, estou tão distante de mim e indecisa dela!
Por um momento leve e segura...
Queria que isso durasse mais que 24 horas...

24 horas sentindo algo
24 horas menos vazia
24 horas de sorriso espontâneo
24 horas de felicidade
24 horas de verdade
24 horas de sonho
24 horas de fidelidade

Não pelas horas, mas pelo que o tempo simples e voraz é capaz de fazer, ele nos devora com uma capacidade tão grande que 24 horas não siguinificam nada...
Mas ainda assim eu queria, preferia...

Me calo,
me canso,
me jogo,
me lanço.

Estou perdida no espaço
na minha própria temporalidade
na minha falta de realidade...


Hora/Ora essa!
Quem dera um momento a mais...
48 horas de paz!

12 de junho de 2010

8 ou 80?

Se entregar à 80?
Que amigos são esses?
Que perguntas são essas?
Prefiro a calma do 8 mas as vezes a tormenta do 80 é tão atraente não?
Pois, o 40 envolve bêbada calmaria, e menos vazio, é um pé lá e um pé cá...
é o resultado simplório da razão, é a fulga do monstro border, eu sei que é possível tentar, Difícil querer, mais fácil de manusear!

11 de junho de 2010

Mau Presságio


E ela tão segura de si -segura mãe que é- disse: Você precisa rezar, afastar essas coisas ruins, não é bom enxergar a ruína alheia porque assim poderá ser a sua!

Fiquei a pensar -toda errada de mim- como pode, e essa tremedeira, essa exaustão interminável, o olhar expremidinho, ah estou confusa, incerta dos meus atos e se essa sou eu mesma, será que essa é outra? Outra que faz parte da minha confusão? Mas ela é diferente das outras cinco...
ela está torta pontilhada e inabalada!

É inabalada...
Ela vê coisas diferentes, coisas reais...
Ela não tem medo do abandono e enfrenta de cara...
Essa entendeu que o preconceito esteve nela...
não nos outros...
Essa quer por tudo inabalavelmente inexistir
Fraqueja, ajoelha e ora...
Sim, sem méritos ou verdades...
Ela bate os joelhos no chão talvez em busca de apoio...
Apoio falso que ela tanto julgou contrário e contraditório!

Ela não está, ela não é...

Ela se torna simples e vago elemento...
Elemento inerte de sua própria confusão
Méritos fracos de uma simples ilusão...

9 de junho de 2010

"Laminações"

Vontade de sentir o fino deslizar: tolo e pessimista...

Vontade de ver...
De sentir escorrer lágrimas forçadas; aquelas avermelhadas...
Vontade doce e delicada que se mescla a ela, tão nova, marcada e indefinida...
Ah, de nuvens brancas e céu avermelhado...
Assim o sol se põe e junto dele a dor vazia vem a tona, tão, tão -passa as mãos- menina mal-criada...
Tão cheia e culpada de si mesma, toda interrompida, partida, atrelada...
Cheia de coisas e cheia das coisas!
Martelada, esculpida, ferro e aço...
Traços precisos surgirão, mas uma vez a pele estará rasgada, seu corpo ira sentir...
Em febre ira arder e durante a noite toda gemer...
Ela grita, sofre, antes de tudo ela morre -silêncio- e vem a outra tomar conta, mentir e matar tudo de bom que ela construiu...
Ela não quer ir... Só não quer ficar!

Leve rasgar laminado, doce sentir embriagado!

Vaga definição

Venho me definir agora!
Porque?
porque açúcar é doce e eu rodopio...
mais confusa que de costume... com o coração na mão...
Estou um tanto quanto cheio daqueles prazeres pontilhados riscados a faca e marcados a sangue!
Pesado né?
Pois é.
Mais divertido era quando eu era boneca; Meiga e "porcenalada"
Agora, não sou e se sou não vou, os passáros já não cantam lá fora, mas ainda aqui dentro eu me encanto...
mais verdades inventadas?
Acho que não...
Não sei delimitar sentimentos... Isso explica a imitação?
Eis que tola inacabada vou, entre verdades cortantes e lâminas rasantes, entre pele a cicatrizar e mãos a me machucar!

8 de junho de 2010

Confusa previsão

Hoje acordei não sei porque madeira em flor...

Ontem...

Ele perguntou: Você se sente culpada?
Eu: Sim!
Ele: Você se pune então?
Eu: Sim, cortes e mais cortes...
Ele: Preciso que você me ajude...
Eu: (Antes que ele terminasse de dizer) Não!
Ele: (Olhando abismado) Como não?
Eu: Já disse que não consigo me ajudar, se eu te ajudar estarei indiretamente me ajudando.
Ele: Mas o seu melhor não é ajudar?
Eu: Não sei me ajudar!
Ele: Sua imaginação é muito fértil!
Eu: Talvez, tão logo provável e possível!
Ele: Você ainda é mocinha, de onde tirou que dizendo suas coisas, fazendo o que não fizeram com você vai conseguir ajudar? Imaginação...
Eu: Calada pensei comigo;Machuco as pessoas que mais amo...
Ele: Espero que você volte aqui
Eu: confusa e desapercebida pensei: é talvez eu volte mesmo, quando quiser ser uma pessoa menos pior...
Ele: Posso te dar uma abraço
Eu: Carente de mim mesma, sim!

Concluso-confusão: Minhas verdades inventadas não são tão reais quanto imaginei?

4 de junho de 2010

Dúvida- divida- dádiva

A única coisa que tão logo esboço:
Seu sorriso simples tão delicado no canto da boca...
Quiz te sentir, roubar teus pedaços te trazer pra mim, e sim! Por raros e vagos momentos consegui...
Mas você quer fujir, não gosta de sentir, se doi se perde e eu? Ah, e eu de tão boba apaixonada prefiro não sentir mais nada, deixo essa dor assim: delica(la)da!

3 de junho de 2010

Extrema!



Aspectos devorados, sentimentos inquietos, realidade quebrada, extrema "extremista" delimitada!

Não, eu não sou perfeita, pelo contrário, sou terrível!
Isso eu digo agora...
Enquanto essa: de humor mutável e personalidade instável...
Sou rocha e brita de sentimentos concretados e dor detestável, não eu não entendo, eu ouço vozes, ouço uma música, linda... Tão profunda...

Muito me assusta o que se passa: amor profundo, ódio extremo...

Queria ter/ser meu próprio meio termo, simples: um pouco de cada, pra dar aquele equilibrio sabe como é? Pois é..

Um extremo é tão voraz quanto a tormenta, tem uma capacidade de engolir, devorar tudo que se vê pela frente as conquistas nunca são o bastante, e são tão destruíveis, e como são!

Digo isso porque sendo uma extrema desvairada aniquilo tudo aquilo que me é de direito.
Tenho medo, mas não controlo...

Não quero continuar assim: -extremo- extremamente volúvel...

É tão dolorido, prefiro cores -extrema anestesia purpura- Ah! -suspiro- Essa criança aqui mais uma vez cansou e está prestes a desabar -doce desabafar- Ah minha menina, tão pequena e desprovida de ensinamentos dessa vida...

Não quero terminar... não sinto um fim para aqui deixar...
Ainda assim pretendo continuar: extremo delírio azulado!