"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


16 de maio de 2010

Ela, despontuada, ela



Não tenho vontade dessas comuns, tenho desejos e ânsias, devaneios...
viver em cor -leia-se "dor"- porque talvez seja mais expressivo...

O aroma de hortelã é sedutor, e ela gira se encanta e desencanta com uma facilidade única
ela é tão como os outros e um pouco pior, ela é em madeira forte um pouco ríspida... ela é como massa de modelar, manipulável e fácil de manusear...
talvez ela não saiba do gosto doce de mel , talvez ela sinta falta de um amor, amor desses que tão logo inexistem porque ela lacrimeja dourado e canta intercalado...
Seus dias passam longos e confusos... ela é calma em sua diversão forte no âmbito da razão, talvez não seja em especifico assim, talvez ela queira -por fortes paixões- ser!
Talvez... uma faca de dois gumes...
cochilar, viajar, manipular, cortar, moldar, ''publicitar'', encantar, ousar, quebrar, roubar, profanar, desinstalar, pintar, comunicar, desintegrar, matar-se ar.
Ela não é, está: fria, dolorida, em rompantes nada etílicos, em lamuria decadente em verdade prepotente...
Ela era -ao sabor do vento- menina suave de face meiga e sorriso curioso, ela era...
Ela agora nada é, e se for tanto faz..
de qualquer modo não da pra voar e viver de vento parece uma loucura a se deliciar...

mas, mas, mais?

As palavras fogem o azul emudece o hortelã murcha e a dor permanece: intacta, profunda, intrigante, cortante...

Ela vai, agora em seu desejos mais sólidos tentar se manter: sem marcas, choques e vícios...

Esse ciclo é assim: azul-alaranjado, hortelã-despontuado, vinho-ludibriado....

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