"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


30 de maio de 2010

Se você precisa ir...


Foi o seguinte: Me deleitei em um sonho bom, sim;
Bom sabor doce de açúcar e aroma forte de capim-cidreira!
Infelizmente sonho -esse- não é durável, tenho flutuações e lapsos de memória, sim!
Tão nova...
Menina delicada de nome amargo -nos dois sentidos- flor rasteira...

Pois é, acordei com vontade louca de ser maior que esse mundo -maior roseira em calma- de ser, em desaires potentes, de não levar nada e ir, ir por aí...

Caminhos calmos,
cantar de pássaros,
sorrisos desconhecidos,
loucura estremecida,
braços saudosos,
paixão radiante,
nexo inquietante!

Eu vivo cansada né?

Vivia, sinto mesmo é que agora estou entediada e cheia das coisas as quais me causam extrema repulsa... Não sabia que era possível, mas é... Possível e quente, e como queima!

De desvaires profundos de calma aparente de dor latente de sorriso demente...
É, o véu que ela usa é realmente bom, não passa nada... Ela tem boa imagem -rs- parece!

Deixa ela ir então, enquanto ela fingi sorrir ela vai melhor...

Vai em falsa calma,
sangra-rasteja,
melancólica,
fraca,
dolorida,
marcada,
toda atropelada...

Esse sorriso, ah menina! Esses lábios que passam tamanha calma essa contradição que estertora como nunca, essa confusão... Essas coisas coisadas e essas falas repetitivas...

Ah menina, tem que ir? Consegue? Quer mesmo?

Primordial é querer, sem duvidas latejantes e repulsa constante!

Menina, menina, menina, doce-sangue menina!

Pare de se envenenar, canta vai... Pinta azul, pinta colorido troca o vestido... quer ir?
Tem medo? Enfrente-o, seja firme, imparcial, meio maldita consigo mesmo, sabe como é?
Então use os frutos que tem, as armas que bem diz... e o sorriso -falso- encantante nos lábios, o olhar sedutor que enobrece a face... Esse mesmo! Espera preciso registrar isso, pra jamais esquecer da dor alegre que você me causou, dos momentos de prazer, das mentirinhas divertidas, desse sofrimento que agora me domina, do punhal que me espera quando assim de relance você partir...
Nada me resta e de nada me adianta uma vida -essa vida- enquanto o mundo à tem, enquanto eu me apedrejo e me culpo...

Vai, mas vá sorrindo pra ser...
Ser então essa...
Isso: maldito/maldita!

16 de maio de 2010

Ela, despontuada, ela



Não tenho vontade dessas comuns, tenho desejos e ânsias, devaneios...
viver em cor -leia-se "dor"- porque talvez seja mais expressivo...

O aroma de hortelã é sedutor, e ela gira se encanta e desencanta com uma facilidade única
ela é tão como os outros e um pouco pior, ela é em madeira forte um pouco ríspida... ela é como massa de modelar, manipulável e fácil de manusear...
talvez ela não saiba do gosto doce de mel , talvez ela sinta falta de um amor, amor desses que tão logo inexistem porque ela lacrimeja dourado e canta intercalado...
Seus dias passam longos e confusos... ela é calma em sua diversão forte no âmbito da razão, talvez não seja em especifico assim, talvez ela queira -por fortes paixões- ser!
Talvez... uma faca de dois gumes...
cochilar, viajar, manipular, cortar, moldar, ''publicitar'', encantar, ousar, quebrar, roubar, profanar, desinstalar, pintar, comunicar, desintegrar, matar-se ar.
Ela não é, está: fria, dolorida, em rompantes nada etílicos, em lamuria decadente em verdade prepotente...
Ela era -ao sabor do vento- menina suave de face meiga e sorriso curioso, ela era...
Ela agora nada é, e se for tanto faz..
de qualquer modo não da pra voar e viver de vento parece uma loucura a se deliciar...

mas, mas, mais?

As palavras fogem o azul emudece o hortelã murcha e a dor permanece: intacta, profunda, intrigante, cortante...

Ela vai, agora em seu desejos mais sólidos tentar se manter: sem marcas, choques e vícios...

Esse ciclo é assim: azul-alaranjado, hortelã-despontuado, vinho-ludibriado....