"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


23 de abril de 2010

Ausência invertida



E de repente conhecer o irreconhecível... Ultrapassar os sentidos, correr de vestido, quebrar o juízo...

Eis que era uma noite clara de música suave e energia ausente, ela estava insana em seus próprios braços... Corria se perdia e ouvia passos, ela foi assim: em um rompante, de encontro com seu eu, tentou não ir, fugiu, relutou e de nada adiantou, estava feito, ela era em ausência invertida sua própria dor e seu maior amor...

Ela sabe não sabendo das prazes e dos desprazeres dessa vida, ela é doce e delicada em sua ausência invertida... -pausa- ausência invertida? Como se define o âmago cansado e o azul alaranjado? Ela aspirava coisas novas, aventuras prazerosas, luxo modificado, ela continuava sendo... Seu próprio medo e maior veneno...

Ela era em essência dormente, toda assim: dolorida, "mutilada", pontilhada...

Ela gostava de seda, de lábios macios, de carinho no rosto e frases inquietantes, é gostava... Talvez em um desses repentes ela volte a ser assim: doce em essência, calma em ternura afável em palavras...

Vamos riscá-la ela não passa de um trecho trágico de todos nós, ela é a frase que você não expressa, o sorriso que você não esboça as feridas que não se cicatrizam as verdades que você esconde, Ela é; Em loucura, aquela parte que ficou debaixo do armário escondida na barbárie do passado...

Demonstrar? É tudo que o medo não permite enquanto nós seres ludibriados e marcados não tentamos...

Dar a cara tapa, se lançar no nada, ser forte em nós mesmos, deixar a vaidade, ferir à vontade...

“Ser o tal Serzinho Humano”em potencia substancial!

Em verdade unilateral...




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