"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


31 de dezembro de 2010

Por fim 2011


E eu já começo "começando" não sabendo por onde começar...
Na verdade tenho planos e pretendo executá-los

No final das contas mesmo eu percebi que 2010 foi um ano de ganhos e não perdas...
Tudo bem que isso que aquilo, mas e daí?

E o sorriso que eu causei?
Os bons abraços que ganhei?
Amigos novos que conquistei?
Diversão que tive?
Família super me apoiando?

Não vim reclamar nem me derramar toda, vim de braços abertos dar abraços e colorir simpatia!
Sim essa sou eu, isenta de qualquer carga
E preciso agradecer a vocês que estiveram ao meu lado na alegria e na tristeza, nas chuvas mais brandas e nas tempestades...

Porque eu me encho de estesia pra falar agora e enxergar o quão as coisas podem ser melhor se vc tiver amigos por perto, se você tiver um pai uma mãe de verdade daqueles sabem que te dão boas palmadas até hoje se for necessário...
Isso parece estranho né? Mas no fundo é só cuidado...

E foi o que eu tive nesse ano todo: Cuidado, atenção e carinho de todos os lados...
Espero que no próximo ano isso prevaleça mas não pelos mesmos motivos atuais!

Que eu reclame menos
que eu vá ao cinema
que eu faça piquenique com os amigos
que eu ouça mais música velha
e cada dia mais interprete o que é a VIDA
assim serei capaz de ser uma única pessoa, provida somente do necessário para colorir em paz, para amar e ser amado de verdade, pra dar sem esperar nada em troca...

Isso tudo escrito é muito bonito, mas posso, posso, e vocês também podem

PODEMOS SER O QUE QUISER...

Assim dizia um amigo do ensino médio e é a mais pura verdade, vamos olhar mais pra fora, esquecer do nosso egoísmo e ganancia, tem um mundinho minha gente além dessa fronteira que enxergamos!

Tem um MUNDOO

tem gente indo e vindo, e eu quero mais ir do que vir...

A estrada é na frente e agora eu posso caminhar

Muito obrigada meus amores, meus queridos irmãos, e a mim mesma, por querer e tentar compreender e acima de tudo PERDOAR!

Uma vida colorida pra todos em 2011 =)

21 de dezembro de 2010

Não é avida como está e sim as coisas como são!


MÁSCARAS

Pessoas, pessoas, perfumes, perfumes, cigarros!

Prefiro a bela amadeirada companhia de perfumes
A bela e agressiva companhia de cigarros...

Perfumes, abraçam envolvem...
Cigarros, perseguem!

Ambos podem machucar, mas a dor que posso causar e que pode ser causada à mim junto as pessoas é definitivamente mais cruel que a companhia desses dois!

Fico com ambos!

6 de dezembro de 2010


Então, venho aqui EU liberta de crises, transtornos ou surtos, vim sozinha a pessoa que sou!
Quero saber o que dói mais agressão física ou íntima?
Qual reforma é mais difícil?

Pois, eles vieram com paus e pedras e eu com copos, copos vazios jogados no chão...
Eles -senhores da sabedoria- não poderiam concordar, facas, barbeadores, tudo fora do lugar mas ainda assim EU consegui -quando um deles conseguiu me derrubar- um caco de vidro pegar...

Nunca vi um caco de vidro tão estúpido, pessoas tão estúpidas, de que me adiantou um caco de vidro sem corte, onde já não dava mais pra quebrar?

De que me adiantou aqueles gritos, aquela dor, aquele momento onde EU era EU, inconclusa, assustada e menospreza, sim por mim mesma, me lancei ao chão, aos ventos que passavam naquele turbilhão...

Eles não sabem como ajudar, e me segurar pouco vai adiantar...
álcool
arranhados
olho inchado meio roxo,
delicadeza estralhaçada
e agora?
A vontade de nada?

E o que dói mais?
Não existe cimento pra começar essa reforma que foi totalmente detonada no meio do processo...

Porque isso?
Porque EU me deixei levar?
Porque não fui simplesmente uma borderline em busca de um ati-pisicotico para evitar?
Ãn?

Não existem respostas para tanta confusão...
Nem sei se eu sou, há uma semana eles -leia-se o mundo- estão martelando os meus dedos puxando os meus cabelos, ironizando a minha fala, sucumbindo minha alma, corrompendo minha doçura...

E agora que sou EU mesma, o que farei comigo?
Pra onde irei, pra qual lado o vento esta me empurrando?
Não sei nadar nessa corrente,
Não sei correr diferente...
Esse caminho é tão previsível!

Não estou mais isenta dela, agora O SOU em dosagem absurda, derramada e procurada!

Eu sou ELA, simples...

ELA?!

E onde começar a procurar cimento, argamassa, cerâmica, lajes, sanitários, pia...
EU não sei,
Não sei e não sei o que me dói mais...
Saber ou não saber?
Ela se embonecou, e se marcou com batom vermelho, a ferida esta ali em seu olhar em seus lábios pintados...

Se alguem souber por onde começar, agradeço se avisar!

30 de novembro de 2010

Realidade?


E então bonequinha?
Tropeçou e caiu na escadinha?

É mais uma queda...
e uma labilidade emocional fatal
estou com nojo de mim, como nojo das minhas atitudes...
Na verdade eu tenho nojo das atitudes humanas -não todas claro- mas de boa maioria...

Atitudes humanas que são muitas vezes encobertas por transtornos psiquiatricos...
Eu não me escondo atrás disso
Sou eu mesma, se digo algo sou EU

Claro que ocorre a dissociação mas isso não sou eu!

Eu queria que as pessoas fossem realmente honestas...
Infelizmente não tenho mais como acreditar nisso
É sou criançinha inacabada...
Por enquanto!
Vou me esforçar ao máximo pra que isso não exista mas em mim, pra que essa se vá, e que eu cresça uma mulher forte, ousada e inteligente...

Independente de ninguém!

Ahh mas eu vou me esforçar pra isso
vou me dedicar com todo afinco possível...

Eu posso mudar isso
Ela pode...

Sem mentiras, anestésicos, choro ou gritos
Ah! Sem lâminas também!

Nesse momento não acredito em mim, mas o improvável acontece

E essa bonequinha aqui vai crescer...
Sem devaneio alguém

Posso estar sendo equivocada, mas não escondo o que sinto o que almejo/desejo...
Infelizmente fiz do meu mundo um lugar imundo...

Preciso de ajuda pra acabar com isso, e preciso dos meus amigos
aqueles meigos amáveis e quem tem vontade de me bater as vezes...
esses que estão longe, aqueles que ao mesmo tempo perto mas distantes
outros que ainda habitam em mim
alguns que são tão eu e me caem tão bem!

Conto com a inexperiência crua de tos nos, e abraços inquietantes e risadas no carro, no fundo da sala... No choro provocado por desentendimentos tolos, nas picuinhas pelo preço do restaurante, nos meus futuros sócios que vão sempre estar ao meu lado e que eu pretendo estar sempre por perto...

Isso é amizade
isso é verdade

E saibam que as vezes não demonstro mas guardo cada pedacinho de vocês, cada histórinha, e amo muito e tenho muito zelo por vocês que compõem o meu sorriso todo o fim de noite...

E o que eu seria sem vocês?

29 de novembro de 2010

Futuro deliberadamente PRO-VI-SÓ-RIO


Já diria a dialética explicada pelo Prof. Wilson Leite através de Alice no país das maravilhas...

Quando Alice come um pedaço do cogumelo ela fica grande de mais...
E a portinha pequena de mais...
Quando Alice come novamente, fica pequena de mais...
E não pode alcançar a maçaneta...
Logo se percebe: O ideal não acontece, explicitamente não!

Ainda bem que era tudo provisório, sim provisório...
Infelizmente provisório...
Essas coisas nunca passam de devaneios intertelados, inacabados...
Coisas da minha dissociação...
Mera distração
Ensaios do meu coração...

27 de novembro de 2010

Futuro pro-vi-só-rio?!


Estou tão ausente de mim...
Sim! Sonhos azuis borboletas flutuantes...

Devaneio?
Doçura?
Ahhhhhhhhhhhhh
Maguinífico
Deleite puro!

Pura púrpura anestesia delirante...

Coisas acontecem...
E não percebemos na maioria das vezes que ele vem recheados de bombons e carregados por balões -aqueles amarelos...

Não sei me definir...
Mas isso agora se torna tão bom...
não quero definições e premissas "atropeladas"

Quero apenas aquilo, tão logo outra vez:

Toques,
caricias únicas
aquele sabor diferente do hortelã...

Toda a magia inimaginável
e a vontade de chorar, de sair por ai...
De ultrapassar essa vida que se limitava apenas em mim...

Espero que de tudo certo...
Espero que o falar seja cada vez mais calmo, o abraço cada vez mais forte, o sentir verdadeiro -esse que à muito não ocorre e tão pouco prevalece...

Eu não estou com os pés no chão...
Nunca tinha flutuado assim: acima de mim mesma...
Acima dos ensinamentos e experiências machucadas, atreladas, delimitadas...

Vamos sorrir...
E não nos preocupar com o que pode (ou não) acontecer...

Que tal tentarmos viver?

O simples e voraz, tranquilo e persistente, o sonho e o pesadelo...
Apenas um futuro!

5 de novembro de 2010

Raro e voraz precisar!




Eu me encanto por tão pouco
Que tola sou!

Preciso que abram -preciso abrir- a minha cabeça e me expliquem que não existe ninguém que vá me dar balões, que vá me trazer flores amarelas, ou sorrisos abertos!

Preciso crescer, deixar de lado essa menina mimada que há dentro de mim!

Preciso não precisar das coisas e ser menos consumista, preciso que as coisas não me ataquem com tanta frequência...

Eu preciso de braços abertos, passos largos e amigos por perto...

Preciso de ATITUDES depois palavras...

Preciso de mim... Quem sabe depois outro alguém...

Me suprir em mim mesma
Me amar
Rir de mim mais vezes -não o contrário!

Preciso precisar, querer mais que isso...
Objetivar caminhos mais longos e piscinas mais profundas...
Cansei dessa maré, quero remar/rimar em outros caminhos
Abrir minha mente, me perder nos buraquinhos...
Aqueles engraçadinhos que nos fazem virar os pés durante as curvas e as linhas inclinadas...


Preciso de dosagens absurdas de mim:
drenadas
somadas
multiplicadas
AMPLIFICADAS

Preciso de mim de fato, preciso parar de me atacar, de me destruir!

Preciso me fazer forte e inteligente como fui/sou

Preciso publicitar
pintar
ousar
cantar
extravasar...


Pra se precisar é preciso se querer

A resposta pro meu tanto precisar é: Eu quero!

Ter domínio das coisas e as redias de mim, ser meu eu, meu entremeio, minhas mesclas e minhas linhas não expressas!

31 de outubro de 2010

No more tears




Vim me definir: confusa e avessa -mas uma vez!
Vim não se de onde, desci não sei de qual entrelinha/escadinha!
Vim, de teimosa e mimada que sou!
Vim de louca e ousada que não deixo transparecer...

Estou tão cheia de lágrimas e tão cheia delas...
Eu quero ir pra um lugar que ainda inexiste...
Quero ir contra a corrente, do outro lado da ponte...

Viajar

Ir e ficar

Sintonias continuas difusas e opostas
Ah! Menina, não se deixe atropelar pelas esquinas,
caminhe devagar, cautelosa..
e
Desfrute das prazes e dos desprazeres desse mundo
Desfrute da verdade oculta que está dentro de você -dentro de mim, dentro de alguma delas- desfrute!

Vá enfrente ainda que "elas" caiam
ainda que você se desaponte
Ainda que raios de sol desponte em sua manhã tão fria e sórdida

Vem!

Chega, já deu...

A boneca-menina-azulada está sorridente feliz com seu presente
angustiada em seu amanhã
inconclusa em você
incerta dela...

Passos largos vamos dar, pontes longas atravessar
assim mesmo nesse leve caminhar!

Uma estrela volta a brilhar uma boneca desmantelada volta a reinar!

Chega...

28 de outubro de 2010

Mah-louca, Mahluca...



"Mahluca": Ela é assim de aromas impressindíveis e sabor desconhecido...
Gosta de amoras mas quase nunca as encontra

Tem um esboço colorido...
Um resquício de alma perdida

Ela é de passos e gênio forte...
Madeira...
Lasca pura...
Registro ausente...
Presente dormente

Ela quer ir mas as pernas pretendem ficar...
Passos largos quer dar, braços abertos
Futuro ameno...

Mah-louca, me chamaram uma vez e assim se fez...

Projeto destroçado de uma boneca tola...
Demasia púrpura de uma reles menina...

Mah-louca de vontades alaranjada e verdades inauguradas...

"Mahluca'' de sonhos azuis e amores ausentes...

27 de outubro de 2010

Alívio


Um dia qualquer
Um espaço qualquer

Já não objetivo mais...

Um amor qualquer
Um alguém qualquer...

Sorrisos não esboço mais

Um desenho qualquer
Um nome qualquer

Palavras já não tem tamanho siguinificado

Um toque qualquer
Uma alucinação qualquer

Comprimidos já não fazem mais efeito

Um quadrado qualquer
Uma cor qualquer

Já não sei mais brincar de colorir

Um amigo qualquer
Uma mentira qualquer

Desejos não tem sentido
cores desbotam facilmente
vestidos sobem com o vento
cabelos balançam tão desrritidados

Estou -novamente/exaustivamente- cansada!
Quero um viver além do morrer, além do levantar todos os dias, de inventar sorrisos contagiantes...

Quero? Eis a questão

Não existe explicação...

Vento e chuva... Isso sim propicia alívio...
Tudo que tão logo espero sentir!

22 de outubro de 2010

Paixão?


O que é realmente paixão?

Eu geralmente me encanto, isso é diferente?!
Creio eu que a magia presente no encanto tende a ser mais duradoura e menos obsessiva

Eu enquanto ser pensante me encanto-canto pelos quatro cantos do mundo...

Como pode Encanto, eu quero entender?
O que de tão sedutor algumas pessoas tem que me encantam?
E paixão?
Nunca senti isso por pessoa alguma...
Não, de fato.

"Amizade" (leia-se afeição) e depois alguns passos dados...

O encanto é lindo, mais simples que a paixão e duradouro...
não se corta como conta não paga de energia..
Ele sobrevive as distancias, as discordâncias e a falta de confiança!

Sim, como é forte não?
E como vibra...

As marcas de um encanto não mudam jamais...

Uma vez encantado, três vezes apaixonado (rsrs)!
Ainda que não saiba posso sentir
deliberadamente
exaustivamente
friamente

Paixão é intolerante, pretenciosa e folgada
Como pode se juntar a todo esse encanto? -e que não falemos de amor-

rsrs

Menina, não tropece nas entrelinhas no encanto afiado que esses lábios tem para te provocar
Não masque todas as balas, guarde pra quando o encanto se tornar paixão e você não souber o que fazer...
Vai me agradecer pelas balas
pelo encanto atrelado e pela ligação forçada que existe entre esse encanto -não deliberado- e essa paixão desmantelada;

19 de setembro de 2010

Vai Passar

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital". Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de "uma ausência". E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca ...


( In Dispersos)

Caio Fernando de Abreu

"E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar".

18 de setembro de 2010

Inconcluso-direção


A gente entra em crise
A crise corta à gente
A gente corta à gente
Que nos corta e força...

A gente roda
Perde a força e se corta...

Essa gente que corta
Essa gente que se corta
Esse monte de gente que é toda torta...!

A gente é foda
A gente é que nem roda
A gente mente, desmente e nem se importa....

A gente nunca esta certo
Estamos espertos e incertos na nossa própria inconclusão.

A gente não sente o que a verdade desmente porque o pecado é latente!

Futricação

Quando é que eu -detentora de todos EU'S- serei capaz de cuidar de mim?


Estou cansada
Minha família, leia-se minha mãe, esta cansada de tudo isso!
Desse corre corre louco, desse liga liga pra assistente social, desse vai e vem da clínica desse troca troca de medicação, ela esta assim, imaginem eu...
É pois é, 2 meses e 18 dias pra ser bem precisa entre rivotril, alprazolam, haldol, amplicitil, lorazepam, topiramato, neozine, fluoxetina, até anti-etanol, até anti-etanol, me expliquem porque? É não existem porque, eu sei que cicatrizes horríveis tem aos montes em mim, em minha mãe, em todos que passam por isso juntos comigo...

O intento nunca foi machucar ninguém, era simplesmente não sentir assim com tanta força tudo o que sinto, com tanto fervor tudo o que me doí e me causa extrema repulsa

Estou cansada de lamentações...
Fúteis lamentações, vou me restabelecer
Só não me perguntem como
Me sinto uma criança...
perdida
nem sei fazer nada, mal consigo assistir as aulas...
Mas vou dar um jeitinho, uma reboladinha....
Eu consigo...
Ou não...
nem importa
tenho sonhado muito...
tem sido tão real

Talvez eu possa sim chegar lá, talvez eu só não saiba como ou realmente não queira!

14 de setembro de 2010

Bagunço-alucinação!


Avoadinha...
Mutilante de si mesma
Descalça na beira da estrada

Ah!

Quantas loas...
Riscos avervemelhados, sonhos aveludados...

Borboletas flutuam tão lindamente
E aquelas flores?!

Doce aroma a dançar
Bela sintonia...
Nem sabemos como ignorar...
Fracos e frágeis...
Assim!
No final sempre somos assim;
Não, não sabemos do si imagine do mim? (rsrsrsr)

Espelhos a quebrar, cabelos a balançar, dedos a tocar...
Passageiros de nós mesmos...
Não sabemos...
Não!
Também não cremos...
Não queremos
No mais, somos tolos irracionais!
Bonecos inflaveis fáceis de manusear porem difíceis de controlar!
Mais anti-maníacos por favor!
Dose cavalar
Preciso -com força- viver!
Preciso dos meus eu's por inteiro pra sobre-VIVER!

Confuso-indecisão: Vou sem que nem porque assim como tudo começou dar um fim nisso, sim! Vou ser forte, rocha e brita né?! Eu posso, e se não puder vou saber que tentei, de novo e de novo e errando e caindo e me machucando e me esfolando mais um pouco, e jamais deixando de ser quem eu sou, deixando de ousar e deixando de aprender!
Azul, pontilhada, medrosa e ousada!
Assim!
Essa!
Agora a junção cognitiva que se deu foi essa e tanto faz se você não está entendendo, mas agradeço por estar lendo -rsrs-!
Obrigada pela atenção!
Sou grata aos que por uma vez ou duas ou até vinte não importa tentaram!

10 de setembro de 2010

Eu?! Não? Eu.


Na contra mão da estrada
Dando ré de ponta cabeça
Cicatrizes todas a mostra...
olhares atentos
Sim! Vim/fui enfrenta-los
Rocha e brita não?
O que se passa comigo?
Tão louca!
Espontânea?!
Eu mesma? Rs rs
São tantos eu's que já que perdi...
Acho que já chegou a hora de me definir....
Afinal, quem eu sou?

A menina azul?
A levemente cortante?
A manipuladora?
A borderline?
A meiga?
A louca?
A alucinada?
A sedutora?
A egoísta?
A prepotente?
A inocente?

Ou simplesmente a junção cognitiva de todas elas?

É, pois é!

Rsrs chega a ser engraçado lidar com eu, meu outro eu e meus eu's mesmo!

Vamos lá devagar contando as pedrinhas
analisando as entrelinhas...

Ai ai bonequinha conta uma nova historinha

8 de setembro de 2010

Obrigada

Nada premeditado!
O telefone toca uma voz amiga: -Mah! Preciso sair, conversar, sei-lá, talvez um cinema, você pode?
Eu: (Já cansada da monotonia do lar, não pensei duas vezes) vou falar com minha mãe e já te ligo!

Bingo!!!

Ela me devolveu o cartão azul -limite liberado- e as 20:00 eu estava pronta, lá fomos nós...
Estacionamento cheio, sessão esgotada, tá!
Um sorvete fomos tomar, um volta no parque fomos dar...
Conversa vai conversa vem...
A certeza da amizade como isso é bom né?
Só estar sentados ali, aquela cumplicidade boba e um cigarro acesso!
Pois é...
Pequenas coisas da vida né?
Música alta no carro, fast food na volta só isso!
Só?
Só!
Não me sinto vazia, esta tarde deveria estar na cama não dormi a tarde...
Me sinto um alguém! Só isso!
Que bom não?
Obrigado esse alguém que me faz tão bem...
que cuida de mim
que me faz rir
e que cultiva isso que eu as vezes esqueço bem como é!

Obrigada por lembrar assim de mim, ainda que nesse jeito torto que todos temos =)

3 de setembro de 2010

Luzes Da Cidade

Eduardo Dussek

Vi seu olhar, seu olhar de festa
De farol de moto, azul celeste
Me ganham no ato, uma carona pra lua

Te arrastei, estradas, desertos
Butecos abrindo e a gente rindo
Brindando cerveja, como se fosse champagne

Todos faróis me lembram seus olhos
Durmo a viajar entre lençóis
Teu corpo fica a dançar
No meio do nosso jantar
Luz de vela

Aventurar por toda cidade
A te procurar por todos lugares
Pintam ciúmes na mesa de um bar
Mas você sente e começa a brincar
Diz, fica frio meu bem é melhor relaxar
Palmeira no mar

2 de setembro de 2010

Coragem

Coragem, tudo que não tenho e preciso
talvez com um pouco disso em algo me acrescente
em algo eu me apresente!
Não suporto essa não vida e essa fuga cognitiva
estou presa nos meus próprios braços
na minha própria canalhice e falta de objetividade
Não quero mais viver, mas não sei mas como desistir!
Espero em um dado momento me permitir!
Quero nesse meus gritos de morte uma vida e um sorriso verdadeiro...
Será que alguém pode me ajudar?
Será que eu posso me ajudar?


Morri

31 de agosto de 2010

Balanço-razão



Sem tom ou volume correto....
Pontilhada e desprevenida
Entregue (?) aos pedaços....

Dedilho a mim mesma
vasculho restos
mecho no entulho -pausa-
Ainda há esperança?
Tentativas frustradas...
Dores -doces- mortes compactadas

Que tom é esse?
Que vontade é essa?
O querer e o não e querer?!

Como pode os dois em uma mesma sintonia flutuar?

Flores colombianas, amarelas de preferência por favor!
Tragam os mais deliciosos aromas e a brisa fresca que emaranha os cabelos pela manha...

Vem cá, dá a mão, vamos viajar!
Sólidos, profundos, concretos e certos de nos mesmos...
Vamos?
Pode se permitir?
Podemos?
Vem aqui?!
Também tenho medo, e ainda sorrio...
Sorriso bobo amarelado.
Me abraça?!

Eu fiz a confusão sozinha...
Mas dela não posso sair, não assim...
Tá escuro lá fora, tão escuro...
Podemos nos ajudar?
Você pode?
Qual a sua capacidade de se doar?
De se doar sem se perder?
De se sentir como eu sinto:
Em dor, apego, afeição
Assim: BEIRANDO A LOUCURA
Sim, em um repente!
Sentindo todo o vazio e culpa, amando o nulo que tanto me corta o medo que tanto me faz perder...
Preciso de silencio, mais silencio que palavras...
Preciso que o não permitir alheio não me ataque assim com tamanha força...
Nesse ponto sou fraca, mas não oca

De boas intenções o inferno esta cheio
De egoísmo também!

Ah! Esse lirismo comedido

Eu e meu amor pelo desconhecido...
pela dor dos outros que em muito me acrescenta e em tudo me abala...

Concluso-direção: Sem pontos ou nós...
Suposto-conclusão: Perdida nas coisas do coração....

28 de agosto de 2010

Vontade de não ser, e, mesmo assim, continuar sendo.


Confuso-confusão
Fácil-ilusão!
Difícil-conclusão...


Vontade de não ser, e, mesmo assim, continuar sendo.

27 de agosto de 2010

Que seja amor, mas...


Frágil!
Assim: em sentido literal!
Extremista!
Assim: em sentido unilateral!
Carente!
Assim: em sentidos e verdades latentes...

Tudo começou...

Parecia brincadeira boba e gostosa -daquelas sabe?
De tão boba virou: doce paixão saborosa...

Mas -me digam porque é que inventaram um mas?

Pra mim, apenas pra mim na minha visão parcial das coisas aconteceu pra mim...

É o que aparenta ser
estou machucada de todas as formas imagináveis
eu não sabia que bonecas de porcelana sentiam tamanha dor e medo da solidão
hoje posso dizer que sinto e que de novo tenho sintomas fortíssimos

Como capim cidreira corta né?
Como aquele abraço foi tão bom?
E aquele sorriso e as palavras?
E agora?
Meu braço ferido
Minha alma que não quer ficar quieta
Meu corpo que não sabe mais como é a distância
E meu eu?
Tão perdido no espaço nessa limitação que é o celular desligado...
As pessoas não deveriam ter esse direito
Maltratar não é direito
Ferir outro alguém não é certo
Ferir outro alguém tão transtornado e louco como eu muito menos
e o que faço agora
já que nem lágrimas esboço mais,
já que nem meus pés o chão tocam mais?
Sem razão ou fé?
Estou louca?
Cortes e mais cortes
isso
isso
Morte
sumir
fugir
Matar-me-ar!


Obs.: Matar-me-ar, nesse contexto quer espressar algo como reinventar!


25 de agosto de 2010

Afiados

Estou exausta!
Tapete humano de mim mesma...
Tracejo errado....
Nesse -esse- vai e vem!
É o que faço, a máxima atingida?!
Pergunta e respota se unificam...

Em quanto isso meus;
medos,
vontades
e
labilidade emocional
se amplificam

Fios de navalha a dançar
Facas a fio afiados e eu...
Em sentimentos desnivelados a me desmantelar...
Em desvaire torto a não me amar...
A me abandonar

22 de agosto de 2010

Frágil lamentação


Lamentar-me-ei nos próximos dias, se assim nesse jogo de traição permanecer...

Eu: distante dele
Ele: -o outro- tão próximo de mim
Eu: carente de mim mesma, isenta de discernimento...
Não sei, carência ou paixão? Por qual?

Isso é real!

Esse joguinho é tão delicio-traiçoeiro tão, tão?

Ahhhhh

Sim, uma mescla de tudo que nunca fui e tudo que quis ser...
Tudo que quero experimentar e tenho medo de manusear...
Tudo em minhas mãos...
e de repente um pedaço de papel vai ao chão
Tão sozinha, tão sozinha...
é sempre assim que esse jogo termina!

10 de agosto de 2010

Nada bem

Não quero falar
Nem de leve opinar...

Lutando contra meus próprios pensamentos
Vontade de não ser e continuar sendo....
Nada bem, nada bem, nada bem, definitivamente nada vai bem!

9 de agosto de 2010

Nem tão bem


Eu gosto de papel...
Rimas do céu
Poderia assim, uma casa toda espelhada construir
Sonhos de vento, sabor de mel!

Nada bem, nada bem, nada bem, infelizmente nada vai bem!


5 de agosto de 2010

Esperança comprimida


Pequenina e amarelada
Não estou -eu agora- com vontade alguma de:
sabonete,
água,
condicionador,
hidratante,
desodorante
brilho intensificante...

Vaziaaaa

O mesmo de sempre...
O mesmo e o não sempre

Com vozes não interpretáveis que roubam cenas
Vozes essas confusas perdidas na imensidão de meus pensamentos
Vozes difusas não conclusas...

Meu eu?
Não eu?
Não, eu?
Não! Eu.

É, pois é!

Dosagens absurdas de mim mesma, partes mal interpretadas, mal trajadas, nada despojadas de outro eu que continuam resultando em mim mesma...

Tento fugir dessa, traço rotas de fugas
Mas como fugir de si(?)!
Como não ser você?
Não quero outra morte pontilhada ou mais dores laminadas

Cansei...

Quero dormir e não acordar, não quero mais ouvir sinos a badalar!

3 de agosto de 2010

Leve-impressionar

Ela quer se embonecar,
penteia-se
perfuma-se...
Ao menos assim parece que cresceu né?
Afinal cigarro também é coisa de gente grande

Sem eira nem beira na extensão do eixo

Ela é só uma criança perdida, avoada, desapercebida
Gosto quando de roda brincam comigo
Gosto quando as coisas simples dessa vida fazem mais sentido...
Hoje, agora,
Confesso que não poderia, mas me sinto leve e colorida por dentro, com vontades bestas, bem bestas mesmo daquelas que se revive com amigos de infância!

Se eu pudesse eu voaria

Dá um medinho quando assim fico
Quando esse sorriso deixa de ser esboço e passa a ser: Um sorriso, uma lágrima no paraíso...

Não estou cansada hoje, estou, tão cheia de algo inexplicável e com vontade de melhorar que minha escrita já não e mais a mesma, tão adocicada!

Me lembro dá ultima vez que assim fiquei...

Perto ele estava, estava antes, antes de tudo acontecer e antes de tudo se perder, antes deu me perder, antes de cacos amenos e vazios eu me transformar, eu não lembro bem como tudo isso começou mas começou: em insanidade cotidiana e e adolescência complicada...

E como tudo "inexplicado-não-termina" o fino afinar sobre minha pele veio patinar, os meus desejos veio mascarar
Minhas vontades louco-alucinar!

1 de agosto de 2010

Livre fingir




Dividas, dividas!

É o que eu tenho nesse momento além de dor e vontade de sumir...
Esse não é um texto bonitinho onde a angustia vem disfarçada e a morte temperada a noz moscada!
Estou realmente chateada comigo, com minha família e com o prejuízo causado pelo maldito consumismo.
Consumismo esse que é fonte pequena
Mas fonte de algum prazer, meio de suprir algo que não entendo bem...
Eu nunca havia -até então- escrito aqui me derramando toda, mas agora escrevo, porque não tem sentido pra mim existir dessa forma...
Parece e pode ser um drama ridículo mas à partir do momento que não tem saída e meu entendimento se faz nulo...

Ridicularizarei...

Eu estou frágil, carente, fui privada das coisas as quais me divertiam...
Me anulam de uma forma tão dolorida
Sem saídas,
sem cartões,
daqui a pouco não terei nem celular...
nesse ritmo é sério, bem sério!

Não queria que essas coisas acontecessem, minha cabeça está confusa, ontem fiz coisas das quais não deveria ter feito e talvez prejudique um pouco mais meu tratamento!

Tratamento de merda, borrado de sangue e rabiscado de azul!

Azul é a cor da sala onde passo mais tempo...
Tempo esse que tentam ocupar, eles querem me observar o tempo todo e atarde quase toda a tarde a euforia vem: louca e desesperada...
Mas logo é controlada as 14:00 horas pra ser mais precisa, mais um comprimido mais uma forma barata de opressão!

Me sinto reprimida mas isso -pelo visto- passa longe da percepção, aqui e lá.
Me sinto bem quando estou eu e minha mãe, meu irmão -mais novo- que se acha o tal -e talvez seja- me trata como um lixo, me trata como realmente eu venho sendo né?
Meu pai, a meu pai eu sofro por nossa relação...
Acho que até então nunca havia me exposto de tal forma...

E eu?

Sempre fui a filha torta, a filha endividada, a filha que furtava os pais a filha que dava trabalho no colégio, a filha que aos 15 anos foi internada e que não lembrava bem de como era tudo isso...
Mas agora, meio que sem querer eu sou obrigada a lembrar e reviver a mesma internação, a mesma privação...

Paredes amarelas, televisão, pátio legal (não gosto de ficar no apartamento) um quarto pra três, duas mais normais que eu...
Pense,
eu paciente de risco, observada analisada e depois "amiga" das enfermeiras...
Foi assim por 12 dias até o médico decidir que eu não precisava estar ali nessa frequência e me mandar pro hospital dia -onde estou até hoje-

Ontem fui escrever uma redação pra uma vaga de estágio e o tema era MINHAS FÉRIAS eu me senti tão mal por não conseguir, não tinha condições não tive férias...
Faz um mês que estou assim:
Interna,
na troca de remédio toda semana,
secando o cabelo dia sim dia não,
recebendo elogio de gente pirada,
tentando me esconder atrás da minha vaidade,
dos meus esmaltes coloridos...

Mas minha família acha que eu estou é ficando bem...
São ocupados de mais pra ter qualquer percepção sobre isso...
Eu queria que eles tivessem acesso a essa minha escrita torta, a esse meu desabafo,
Só preciso ter cuidado pra não ser privada de mais nada...
Para não ter medo o suficiente pra me privar de mim mesma,
dos meus desejos, vontades...

Durante esse período vou tentar nesse livre fingir melhorar, nesse leve anular não me matar!


Obs.: Peço desculpas pelo texto confuso e sem nexo e agradeço quem teve disposição para ler!