"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


21 de outubro de 2009

Delica(la)da


"Porque agora não tenho vontade de ser, a não ser esse ser que sabe como se deve saber..."
Mais sou?! Blé eu e esse meu dilema de ser e como ser, então não vai ser... (Mentira) serei esse mesmo eu azulado que sangra e sofre com palavras nada ou muito delicadas que partem dos outros...
aliás tenho sérios problemas com eles, pois não aprendi e acabo roubando pedacinhos de cada um, se não me engano já coloquei que não gostaria de fazer tal coisa...

Eu e essa minhas coisas coisadas que vem martelar meus dedos!

Sim tenho os dedos todos calejados não esse calejado mais esse - estou ferida e pontilhada- esse calejado que judia e roubam tons, tons os quais preencheria com azul celeste...
Tenho os olhos úmidos e a cara inchada, o choro se mistura ao soluço, que se mistura com o vazio que não sei como preencher, e isso se difunde em?

Em absolutamente NADA, não sou menos feliz por isso mais deixo de sorrir e sou cortante -leve e delicada folha verde de capim cidreira- sou um botão de rosa que quer desabrochar mais não sabe como... Falta ar e falta chuva, faz tanto calor às vezes...

A verdade é que pra mim as coisas que sinto e faço às vezes não são erradas, mais para o resto do mundo é o avesso, e do meu avesso não importa, eu só sei rodar nesse contexto!
Tento ser delicada mais meu avesso grita e se rebela tenho uma metade bonita e a outra não digo que é feia mais possivelmente absurda...
O quão absurdo se deve ser pra se provar!
Rá! Mais provar o que mesmo e pra quem?
Bom se quiser provar algo primeiro terá de ser á mim, esse serzinho que está aprendendo a dançar e está absurdamente chateada com os rumos das coisas...
Queria dar jeito em tudo, queria encarar coisas do coração pra talvez saber então qual rumo certo a tomar...

Talvez não exista rumo pra pessoas como eu, talvez não exista ninguém que sinta como eu –sei que o mundo está cheio delas, não sei por que tamanho anonimato- talvez eu não exista ou talvez eu me provoque o suficiente pra acabar de uma vez com esse dilema, a única e cruel verdade é que tem dias que eu adoro ser como sou, tem dias que o verde capim cidreira fala mais alto que eu, e ele vem a tona e rouba a cena e se mescla...

“À junção cognitiva de uma coisa a qual não sou naturalmente...”

Uma coisa do mal que tal vez queira ser...

Mais enquanto não vem à coragem vou me vestindo com esse algodãozinho, sim! Ele é levinho!

“... Deixa o vento me fazer girar há qualquer momento ele consegue me frear, espero que sim, preciso desse afago desse aconchego, dessa brisa que me trinca a face pela manhã desse deleite que domina a pele quanto te sinto atravessar...”

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