"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


23 de outubro de 2009

Mistura fina


"Porque logo e provável eu goste de um alguém, alguém que nem sei quem..."

Porque às vezes não é necessário conhecer pra se gostar...
Primeiro se gosta depois se conhece...
Depois se desgosta...
Provável e possível se amam...

O amor nem sempre exige existência, nem tão pouco verdade, hoje em dia ele carece é de vaidade.
Ele emudece mais não fere. É não fere! Quem fere são as pessoas ou nós mesmos. Somos erráticos profundos tolos irracionais...
Mal se sabe, não se deixe enganar, vai! Tira essa duvida antes de olhar...
A condição atual não é perfeita nem tão pouco esperada mais por hora quem sabe a certa?
Vou/vamos dançando assim mesmo nessa seda azulada, queria usufruir um pouco mais de inteligência mais me vejo tão limitada/imitada, seleta.
Não sei o que quero, e ainda assim espero (?)
Espero algo ou alguém ou uma dupla que me vire do avesso que aos poucos desfaça esse azul que há em mim...
Alguém, quem?
Não sei entender esperar imaginar sonhar...
E ainda assim sonho! Torpezas e devaneios avulsos mais mais...
É sonho! Então faz de conta e espera!
Invento umas verdades, mais que verdadezinhas hein?!
São tão tristes por que/pra que inventar isso?
Não queria usar a primeira pessoa, não gosto quando sou meu próprio sujeito, mais o EU, eu...
Duas únicas letras, duas coisas, dois nexos, duas possibilidades sem lexo, duas loucuras soltas, míseros dois pontos no espaço...
Espasmos da insensatez que talvez disfarce a tal doçura que "caço/faço"
A verdade é que não há verdade que não essa: que todos inventamos a toda hora essa tal de verdade que às vezes corta...
Essa que às vezes perdoa...
Essa que agora inexiste...
Essa que agora precisa de cuidado e um pouco de devida atenção, não é um pedido de ajuda, quem sabe?
Minhas verdades inventadas se difundem com parte dessa realidade, realidade a qual não justifico realidade com a qual não me identifico mais... Ico... Fico...

São essas malditas caries que vêm me atormentar, elas são tão do mal, não quero amarelar quero a brancura e a pureza do leite, a delicadeza do açúcar e o amargo do café, quero essa mistura que a maioria está acostumada, essa coisa que não é estranha e que não causa tamanha repulsa...
Essa coisa com cheiro característico, fragrância meio que de leve e marcante, essa coisa que gira por si só, que se faz forte na junção essa coisa que não se ingere só por ingerir, essa coisa que tem sentido de existir!

21 de outubro de 2009

Delica(la)da


"Porque agora não tenho vontade de ser, a não ser esse ser que sabe como se deve saber..."
Mais sou?! Blé eu e esse meu dilema de ser e como ser, então não vai ser... (Mentira) serei esse mesmo eu azulado que sangra e sofre com palavras nada ou muito delicadas que partem dos outros...
aliás tenho sérios problemas com eles, pois não aprendi e acabo roubando pedacinhos de cada um, se não me engano já coloquei que não gostaria de fazer tal coisa...

Eu e essa minhas coisas coisadas que vem martelar meus dedos!

Sim tenho os dedos todos calejados não esse calejado mais esse - estou ferida e pontilhada- esse calejado que judia e roubam tons, tons os quais preencheria com azul celeste...
Tenho os olhos úmidos e a cara inchada, o choro se mistura ao soluço, que se mistura com o vazio que não sei como preencher, e isso se difunde em?

Em absolutamente NADA, não sou menos feliz por isso mais deixo de sorrir e sou cortante -leve e delicada folha verde de capim cidreira- sou um botão de rosa que quer desabrochar mais não sabe como... Falta ar e falta chuva, faz tanto calor às vezes...

A verdade é que pra mim as coisas que sinto e faço às vezes não são erradas, mais para o resto do mundo é o avesso, e do meu avesso não importa, eu só sei rodar nesse contexto!
Tento ser delicada mais meu avesso grita e se rebela tenho uma metade bonita e a outra não digo que é feia mais possivelmente absurda...
O quão absurdo se deve ser pra se provar!
Rá! Mais provar o que mesmo e pra quem?
Bom se quiser provar algo primeiro terá de ser á mim, esse serzinho que está aprendendo a dançar e está absurdamente chateada com os rumos das coisas...
Queria dar jeito em tudo, queria encarar coisas do coração pra talvez saber então qual rumo certo a tomar...

Talvez não exista rumo pra pessoas como eu, talvez não exista ninguém que sinta como eu –sei que o mundo está cheio delas, não sei por que tamanho anonimato- talvez eu não exista ou talvez eu me provoque o suficiente pra acabar de uma vez com esse dilema, a única e cruel verdade é que tem dias que eu adoro ser como sou, tem dias que o verde capim cidreira fala mais alto que eu, e ele vem a tona e rouba a cena e se mescla...

“À junção cognitiva de uma coisa a qual não sou naturalmente...”

Uma coisa do mal que tal vez queira ser...

Mais enquanto não vem à coragem vou me vestindo com esse algodãozinho, sim! Ele é levinho!

“... Deixa o vento me fazer girar há qualquer momento ele consegue me frear, espero que sim, preciso desse afago desse aconchego, dessa brisa que me trinca a face pela manhã desse deleite que domina a pele quanto te sinto atravessar...”

13 de outubro de 2009

Não leia, leia-se!



“Porque às vezes o sentir fala mais alto que o existir...”

E é assim que se começa longas e intermináveis viagens para dentro de si, deixado de lado essa existência externa que não faz jus aos sentimentos que ferem a alma “(in)voluntariamente” .

Arre! Que coisa mais falsa e nada azulada...

“Tenho um coração lavanda que fere a faca e a faca será ferido...”

Não sei mais como ser... Sou esse nó fraco que se desajeita em vão que não dá valor e que ainda não sabe bem -mentira- o sentido desse tal amor/amar, tenho marcas que às vezes me doem, não sou nem um pouco simples mais uso da sensatez, tenho um desejo que não conto, tenho um segredo que não escondo, sou pontilhada, se me der a mão te mostro o outro lado, o lado dela, mostro a outra não tão colorida possivelmente dissimulada!

Que sentimentos são esses? São sentimentos? Bah sentimento é o nome que damos para aquilo que inventamos, aquilo que usamos como desculpa pra poder chamar alguém de nosso!

Adoro as loucuras desabotoadas e até o cinismo que escorre por entre os dedos, a maldade Ah! A maldade , não se deve gostar dela mais é que as vezes ela cai tão bem e parece tão doce –doce açúcar queimado- sei que devo reprimir esse tipo de coisa mais ela me faz rir, principalmente se for má comigo mesma, me doer é um vicio... a solução ainda inexiste!

"Sou apenas um elemento inerte nos braços de minha própria confusão..."

4 de outubro de 2009

Mais uma vez Wilde


"Cigarros são a forma perfeita de prazer: elegantes e insatisfátorios."

Oscar Wilde

Porque eu adoro a escrita dele, as verdades implicitas nas entrelinhas e esse cinísmo...
Ah! O cinísmo de Wilde me eleva de uma maneira que nunca entendi bem!
Por mais verdadeiro e doloroso que seja (ou não) aceito suas "verdades", e as vezes as tomo como minha, porque não há quem se expresse assim desse modo, ele não é azul, não faz uso dele e isso não me intriga.
Wilde pra mim é a loucura nada azulada e pertinente!

3 de outubro de 2009

Devaneios à parte, loucura branda...



"Nostalgia, nostalgia, vida crua, pensamentos adversos, sentimentos inconstantes vontades que vem do nada, rompante de culpa, desejos inquietantes, segredos cabulosos, alma imunda, corpo embriagado(...)"

A nostalgia passa a loucura e da loucura se faz nostalgia!

Ter cuidado e paciência/ciência

Arre! Estou tão farta de comedir, calcular...

Gosto de sorrisos largos, abraços apertados, beijos quentes, gosto da alma tranqüila mesmo não sabendo bem como é isso, estou cansada de humor instável, quero ser constante (?) quero dia de sol e noite de chuva quero meu avesso quero um novo começo (?). Quero ser esse alguém que vem de fora, mais não quero ter de roubar pedacinhos de ninguém...

Não estou cansada, estou MORTA e a morte- não essa morte, mais minha MORTE-, ela nem dói tanto mais demora a cicatrizar e fica indo e vindo, ta vendo, não dá pra ser constante assim, existem tantos lados, lagos, moedas, rompantes?! Talvez eu seja constante em algum canto rabiscado de mim mesma, talvez eu seja um monte de porcaria e nem sei, mais eu não poderia ser o que eu quisesse?!

Bem, a adolescência era assim: cheia de pressão, delírios, nervoso, medos, receios, paixões (?), horrores, ilusões -claro não poderia faltar essa coisa lúdica- e sabe o que pior -ou não?- havia entusiasmo nisso, entusiasmo esse que não era direito, ele acabava rápido, pois as pessoas -sempre as pessoas- elas tendem a isso: a carregar maldade e a derrubar em cima de alguém inocente (?), alguém que mal se sabe quem, não existe cuidado nisso!

CUIDADO

Cuidado com o desconhecido? Se ocorrer acredite certamente será pura dissimulação ou curiosidade...

Ninguém sobe uma escada por subir, não que eu saiba!

Não quero falar também, sou mal interpretada, mais e daí? A tolice é minha!
Sei que cansei e ontem dancei! Dancei no sentido literal da coisa, descobri que não adianta não correr riscos - sejamos moderados, ao menos com isso, por favor! -, os riscos são atemporais são sensações de deleite que percorrem sua alma enche seu ego, são balas doces que se mascar de mais estragam os de dentes e causa diabetes, mai e daí talvez correr riscos seja o imprescindível, talvez correndo os riscos aprenda a ser plausível, mais não previsível!

Gosto das loucuras azuis dos pensamentos torpes, das besteiras que acabam por sair da boca as vezes!

Gosto! Não nego!

Estou um misto tão (im)previsível de mim mesmo, vou acabar delica(la)da, desgostosa, ou não? -rs- uma parte mim sempre será essa outra que fica na dúvida, que mente manipula e rodopia, e a outra essa alma pontilhada de azul, e eu enquanto essas duas serei essa, não menos feliz por tamanhas complicações expressadas aqui, mais fruto de experimento louco uma mistura de cereja com azul!
A verdade é que o inicio da vida às vezes me lembra a morte, quantas mortes mais serão necessárias para compreender isso de maneira a não me lamentar depois?