"Alma limpa, amor na transversal...
Planejando o (in)certo"


8 de novembro de 2009

Eu autêntico de mim!


Serei a outra de novo... Por mais cinco dias!

Nos dois dias que fui, eu mesma por sinal -digo o eu autêntico de mim- aprendi muito, entendi mais... As coisas são relativas e as aventura são pra ser vividas no impulso, o bom é que tenho evitado o tal do impulso, o bom é que bom! Mai pra mim tudo soa tão indiferente...

Estou amena e vazia, precisando de um outro eu pra me promover pra me preencher, pra me fazer ser todo dia e toda hora aquela menina cantante que se debruça na janela e se encanta com as mesma estrelas tortas... Que sabe do mesmo azul e ainda assim busca o novo nele todo dia...


talvez amanhã continue ou talvez não

ando impresivel

lambusada de chocolate

e louca é!

sem concentração

desvairada

nem tão confusa...

2 de novembro de 2009

Medo e desculpas...


Porque me parece que tudo está indo tão bem...
E eu, eu estou assustada, tenho medo! Um medo que me tortura, um medo que vai acabar por me estragar -de novo e mais um pouco- medo esse que vem reinando em mim desde quinta, desde a briga desde aquele sonho...
E a sensação que tenho é de despedida é que depois de ter sido essa por tres dias nunca mais saberei ser a outra a qual preciso ser!
Estou mais músical que nunca, a priori era bom, agora nem sei mais se é, não sei identificar essas coisas, estou com medo do meu amanhã do meu trajeto... Espero que de tudo certo e se não der bom, eu revivi meus 15 ontem, e talvez tenha sido o suficiente, uma tristeza tão grande me consome agora, desculpe a minha falta de organização desculpe a falta de acentos...
Desculpe!

23 de outubro de 2009

Mistura fina


"Porque logo e provável eu goste de um alguém, alguém que nem sei quem..."

Porque às vezes não é necessário conhecer pra se gostar...
Primeiro se gosta depois se conhece...
Depois se desgosta...
Provável e possível se amam...

O amor nem sempre exige existência, nem tão pouco verdade, hoje em dia ele carece é de vaidade.
Ele emudece mais não fere. É não fere! Quem fere são as pessoas ou nós mesmos. Somos erráticos profundos tolos irracionais...
Mal se sabe, não se deixe enganar, vai! Tira essa duvida antes de olhar...
A condição atual não é perfeita nem tão pouco esperada mais por hora quem sabe a certa?
Vou/vamos dançando assim mesmo nessa seda azulada, queria usufruir um pouco mais de inteligência mais me vejo tão limitada/imitada, seleta.
Não sei o que quero, e ainda assim espero (?)
Espero algo ou alguém ou uma dupla que me vire do avesso que aos poucos desfaça esse azul que há em mim...
Alguém, quem?
Não sei entender esperar imaginar sonhar...
E ainda assim sonho! Torpezas e devaneios avulsos mais mais...
É sonho! Então faz de conta e espera!
Invento umas verdades, mais que verdadezinhas hein?!
São tão tristes por que/pra que inventar isso?
Não queria usar a primeira pessoa, não gosto quando sou meu próprio sujeito, mais o EU, eu...
Duas únicas letras, duas coisas, dois nexos, duas possibilidades sem lexo, duas loucuras soltas, míseros dois pontos no espaço...
Espasmos da insensatez que talvez disfarce a tal doçura que "caço/faço"
A verdade é que não há verdade que não essa: que todos inventamos a toda hora essa tal de verdade que às vezes corta...
Essa que às vezes perdoa...
Essa que agora inexiste...
Essa que agora precisa de cuidado e um pouco de devida atenção, não é um pedido de ajuda, quem sabe?
Minhas verdades inventadas se difundem com parte dessa realidade, realidade a qual não justifico realidade com a qual não me identifico mais... Ico... Fico...

São essas malditas caries que vêm me atormentar, elas são tão do mal, não quero amarelar quero a brancura e a pureza do leite, a delicadeza do açúcar e o amargo do café, quero essa mistura que a maioria está acostumada, essa coisa que não é estranha e que não causa tamanha repulsa...
Essa coisa com cheiro característico, fragrância meio que de leve e marcante, essa coisa que gira por si só, que se faz forte na junção essa coisa que não se ingere só por ingerir, essa coisa que tem sentido de existir!

21 de outubro de 2009

Delica(la)da


"Porque agora não tenho vontade de ser, a não ser esse ser que sabe como se deve saber..."
Mais sou?! Blé eu e esse meu dilema de ser e como ser, então não vai ser... (Mentira) serei esse mesmo eu azulado que sangra e sofre com palavras nada ou muito delicadas que partem dos outros...
aliás tenho sérios problemas com eles, pois não aprendi e acabo roubando pedacinhos de cada um, se não me engano já coloquei que não gostaria de fazer tal coisa...

Eu e essa minhas coisas coisadas que vem martelar meus dedos!

Sim tenho os dedos todos calejados não esse calejado mais esse - estou ferida e pontilhada- esse calejado que judia e roubam tons, tons os quais preencheria com azul celeste...
Tenho os olhos úmidos e a cara inchada, o choro se mistura ao soluço, que se mistura com o vazio que não sei como preencher, e isso se difunde em?

Em absolutamente NADA, não sou menos feliz por isso mais deixo de sorrir e sou cortante -leve e delicada folha verde de capim cidreira- sou um botão de rosa que quer desabrochar mais não sabe como... Falta ar e falta chuva, faz tanto calor às vezes...

A verdade é que pra mim as coisas que sinto e faço às vezes não são erradas, mais para o resto do mundo é o avesso, e do meu avesso não importa, eu só sei rodar nesse contexto!
Tento ser delicada mais meu avesso grita e se rebela tenho uma metade bonita e a outra não digo que é feia mais possivelmente absurda...
O quão absurdo se deve ser pra se provar!
Rá! Mais provar o que mesmo e pra quem?
Bom se quiser provar algo primeiro terá de ser á mim, esse serzinho que está aprendendo a dançar e está absurdamente chateada com os rumos das coisas...
Queria dar jeito em tudo, queria encarar coisas do coração pra talvez saber então qual rumo certo a tomar...

Talvez não exista rumo pra pessoas como eu, talvez não exista ninguém que sinta como eu –sei que o mundo está cheio delas, não sei por que tamanho anonimato- talvez eu não exista ou talvez eu me provoque o suficiente pra acabar de uma vez com esse dilema, a única e cruel verdade é que tem dias que eu adoro ser como sou, tem dias que o verde capim cidreira fala mais alto que eu, e ele vem a tona e rouba a cena e se mescla...

“À junção cognitiva de uma coisa a qual não sou naturalmente...”

Uma coisa do mal que tal vez queira ser...

Mais enquanto não vem à coragem vou me vestindo com esse algodãozinho, sim! Ele é levinho!

“... Deixa o vento me fazer girar há qualquer momento ele consegue me frear, espero que sim, preciso desse afago desse aconchego, dessa brisa que me trinca a face pela manhã desse deleite que domina a pele quanto te sinto atravessar...”

13 de outubro de 2009

Não leia, leia-se!



“Porque às vezes o sentir fala mais alto que o existir...”

E é assim que se começa longas e intermináveis viagens para dentro de si, deixado de lado essa existência externa que não faz jus aos sentimentos que ferem a alma “(in)voluntariamente” .

Arre! Que coisa mais falsa e nada azulada...

“Tenho um coração lavanda que fere a faca e a faca será ferido...”

Não sei mais como ser... Sou esse nó fraco que se desajeita em vão que não dá valor e que ainda não sabe bem -mentira- o sentido desse tal amor/amar, tenho marcas que às vezes me doem, não sou nem um pouco simples mais uso da sensatez, tenho um desejo que não conto, tenho um segredo que não escondo, sou pontilhada, se me der a mão te mostro o outro lado, o lado dela, mostro a outra não tão colorida possivelmente dissimulada!

Que sentimentos são esses? São sentimentos? Bah sentimento é o nome que damos para aquilo que inventamos, aquilo que usamos como desculpa pra poder chamar alguém de nosso!

Adoro as loucuras desabotoadas e até o cinismo que escorre por entre os dedos, a maldade Ah! A maldade , não se deve gostar dela mais é que as vezes ela cai tão bem e parece tão doce –doce açúcar queimado- sei que devo reprimir esse tipo de coisa mais ela me faz rir, principalmente se for má comigo mesma, me doer é um vicio... a solução ainda inexiste!

"Sou apenas um elemento inerte nos braços de minha própria confusão..."

4 de outubro de 2009

Mais uma vez Wilde


"Cigarros são a forma perfeita de prazer: elegantes e insatisfátorios."

Oscar Wilde

Porque eu adoro a escrita dele, as verdades implicitas nas entrelinhas e esse cinísmo...
Ah! O cinísmo de Wilde me eleva de uma maneira que nunca entendi bem!
Por mais verdadeiro e doloroso que seja (ou não) aceito suas "verdades", e as vezes as tomo como minha, porque não há quem se expresse assim desse modo, ele não é azul, não faz uso dele e isso não me intriga.
Wilde pra mim é a loucura nada azulada e pertinente!

3 de outubro de 2009

Devaneios à parte, loucura branda...



"Nostalgia, nostalgia, vida crua, pensamentos adversos, sentimentos inconstantes vontades que vem do nada, rompante de culpa, desejos inquietantes, segredos cabulosos, alma imunda, corpo embriagado(...)"

A nostalgia passa a loucura e da loucura se faz nostalgia!

Ter cuidado e paciência/ciência

Arre! Estou tão farta de comedir, calcular...

Gosto de sorrisos largos, abraços apertados, beijos quentes, gosto da alma tranqüila mesmo não sabendo bem como é isso, estou cansada de humor instável, quero ser constante (?) quero dia de sol e noite de chuva quero meu avesso quero um novo começo (?). Quero ser esse alguém que vem de fora, mais não quero ter de roubar pedacinhos de ninguém...

Não estou cansada, estou MORTA e a morte- não essa morte, mais minha MORTE-, ela nem dói tanto mais demora a cicatrizar e fica indo e vindo, ta vendo, não dá pra ser constante assim, existem tantos lados, lagos, moedas, rompantes?! Talvez eu seja constante em algum canto rabiscado de mim mesma, talvez eu seja um monte de porcaria e nem sei, mais eu não poderia ser o que eu quisesse?!

Bem, a adolescência era assim: cheia de pressão, delírios, nervoso, medos, receios, paixões (?), horrores, ilusões -claro não poderia faltar essa coisa lúdica- e sabe o que pior -ou não?- havia entusiasmo nisso, entusiasmo esse que não era direito, ele acabava rápido, pois as pessoas -sempre as pessoas- elas tendem a isso: a carregar maldade e a derrubar em cima de alguém inocente (?), alguém que mal se sabe quem, não existe cuidado nisso!

CUIDADO

Cuidado com o desconhecido? Se ocorrer acredite certamente será pura dissimulação ou curiosidade...

Ninguém sobe uma escada por subir, não que eu saiba!

Não quero falar também, sou mal interpretada, mais e daí? A tolice é minha!
Sei que cansei e ontem dancei! Dancei no sentido literal da coisa, descobri que não adianta não correr riscos - sejamos moderados, ao menos com isso, por favor! -, os riscos são atemporais são sensações de deleite que percorrem sua alma enche seu ego, são balas doces que se mascar de mais estragam os de dentes e causa diabetes, mai e daí talvez correr riscos seja o imprescindível, talvez correndo os riscos aprenda a ser plausível, mais não previsível!

Gosto das loucuras azuis dos pensamentos torpes, das besteiras que acabam por sair da boca as vezes!

Gosto! Não nego!

Estou um misto tão (im)previsível de mim mesmo, vou acabar delica(la)da, desgostosa, ou não? -rs- uma parte mim sempre será essa outra que fica na dúvida, que mente manipula e rodopia, e a outra essa alma pontilhada de azul, e eu enquanto essas duas serei essa, não menos feliz por tamanhas complicações expressadas aqui, mais fruto de experimento louco uma mistura de cereja com azul!
A verdade é que o inicio da vida às vezes me lembra a morte, quantas mortes mais serão necessárias para compreender isso de maneira a não me lamentar depois?

23 de setembro de 2009

Coisa mais linda!

A festa

"Já falei tantas vezes
Do verde nos teus olhos
Todos os sentimentos me tocam a alma
Alegria ou tristeza
Se espalhando no campo, no canto, no gesto
No sonho, na vida
Mas agora é o balanço
Essa dança nos toma
Esse som nos abraça, meu amor (você tem a mim)

O teu corpo moreno
Vai abrindo caminhos
Acelera meu peito,
Nem acredito no sonho que vejo
E seguimos dançando
Um balanço malandro
E tudo rodando
Parece que o mundo foi feito prá nós
Nesse som que nos toca

Me abraça, me aperta
Me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta
Me enfeita num beijo [...]"

Milton Nascimento

17 de setembro de 2009

Todo carnaval tem seu fim?!


"...Toda rosa é rosa
Porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você
Não liga se é usada

Todo carnaval tem seu fim
Todo carnaval tem seu fim
E é o fim
É o fim..."

"...Toda folha elege um alguém
Que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?

Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz..."

Marcelo Camelo

10 de setembro de 2009

Euforia a seco



[...]Porque do nada começa a dançar, não dança de leve, dança pesada, dança sem condutor, cor pó si só, gritando alto remexendo em busca de algo, algo terno algo que o leve, que mude, algo louco que o promova[...]

Vem assim do nada começa brando, uma pontinha de euforia, depois vai caminhando devagar até chegar ao ponto de loucura, sim! Loucura, tortura, vontade que ultrapassa o azul, vontade mais do mal que vai tomando conta, queimando mais que café quente, vontade que tende em aparecer de momento em momento, a cada passo novo dado, não precisa dar certo pra ela aparecer, na verdade quanto mais ruim mais ela vem forte e cortante, ela vai te elevando elevando e quando perceber estará alto o suficiente para tem um queda majestosa sim daquelas onde se despedaça a coroa e se faz sangue, sangue puro, vermelho brutal.

Não é interessante ver-se/ter-se em pedaços e pior ainda ter a consciência disso, total consciência confusa e sem nexo que usa e abusa e se faz culpa por saber/prever e não controlar!

7 de setembro de 2009

Deixa assim subentendido...

Pinte seu dia, vista se de laranja, dance amarelo, corra verde, desenhe cor de rosa, sorria prateado, pentei-se mesclado, seja o mesmo mais nunca igual, seja sempre o príncipio desse ideal (?).

28 de agosto de 2009

Alegre "(des)conhecido"?


Por que as vezes é necessário olhar para o lado e contar com alguém que mal se sabe quem, porque esse alguém te provoca cólica de risos...

De repente olhar para o desconhecido e saber que ele é doce, que ele te ensina os mais leves passos de dança, te agarra pela cintura e te passa segurança, ele te traz brilho nos olhos rubor na face paz na alma, ele chega devagarzinho e ainda assusta porque o novo não nos é comum e as vezes dá aquele friozinho na barriga de olhar para o lado, mais se não olharmos como saberemos que ele está lá?

Desconhecido e belo, pontilhado e azulado, mesclado misturado, uma junção tão simples que acaba por permanecer assim "(des)conhecida".

25 de agosto de 2009

Oscar Wilde



Deu vontade de ir adiante, ai me deparo com Wilde, um louco cínico(?) dandi e belo!

Por que um Irlandês? Justo um Irlandês, suas palavras são carregadas derramam verdade, que maneira mais única de mostrar o belo como "cura" para os horrores da sociedade, que modos inquietantes de expor que colocações precisas e "(des)preocupadas", ele causa arrepios e me desperta muito para o que me corta diariamente...



Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril

Oscar Wilde

Deu vontade de ir adiante, ai me deparo com Wilde, um louco cínico(?) dandi e belo!

Por que um Irlandês? Justo um Irlandês, suas palavras são carregadas derramam verdade, que maneira mais única de mostrar o belo como "cura" para os horrores da sociedade, que modos inquietantes de expor que colocações precisas e "(des)preocupadas", ele causa arrepios e me desperta muito para o que me corta diariamente...



Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estérilLoucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril

24 de agosto de 2009

Charles Baudelaire

"Mais quando reina a paz, quando a bonança impera, que desespero horrivel me exaspera."

Tão confusa de uns tempo pra cá, talvez por que tudo esteja dando certo, e eu não estou acostumada com isso, nuca estive, talvez agora reine em mim a pontinha de esperança que é preciso!
Talvez os versos desse frances perca tamanho sentido...

Um pouco de azul

De repente deu vontade de vôar, abrir a janela e deixar que essa brisa boa me leve, leve pra longe...
Desses pensamentos, dessa saudade dessa vontade do novo que me assusta!
O que sinto agora não é ruim mas é algo que até então desconhecia, não é vermelho amarelo ou lilás, talvez seja laranja mais não dá pra definir de pronto assim, não pesa!
Talvez seja azul, talvez eu te risque todo de azul, talvez não, talvez eu te dissolva e misture com pó amarelo, talvez eu te corte em mil pedaços, limpe você de mim...
Mais que não seja o pior, não quero entregar essa coroa, esse sentimento não é a vitória, quero ter sangue docê, felicidade gritante e um amor tão calmo pra chamar de meu, pra vestir de azulzinho e gritar azulão, pra mesclar, riscar, misturar e ter essa coisa que sempre será azul dentro de mim, Azul Royal.